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    "Josielma Ramos"


    Ainda é cedo para mim
    Lá fora a chuva caí
    Estou em meio ao desespero
    Não estou mais em mim.

    Meu medo de cruzar a ponte
    Cresce a cada instante
    Mais será que é da ponte
    Esse medo constante?

    Sinto frios, meus pés descalços, estão gelados
    E não tenho ninguém para aquecê-los
    A noite escura cai, mas mesmo assim
    Ainda é cedo pra mim.


    "Poema do livro Visões Poéticas"

    Playlist de Domingo

    Matando a saudade das playlist's de domingo, hoje farei diferente, colocarei vídeos de músicas que tem tocado minha alma nesses últimos dias, apreciem.

    Chão de Giz - Zé Ramalho

    Garoto de Aluguel - Zé Ramalho

    Mulher eu sei - Chico César

    Prosa Impúrpura do Caicó - Chico César

    Sozinho - Caetano Veloso

    Gostava tanto de você - Tim Maia

    Malandragem - Cássia Eller

    Exagerado - Cazuza

    Depois - Marisa Monte

    Lanterna dos Afogados - Maria Gadu

    Ideologia - Cazuza


    Os 15 Trabalhos da Arqueiro



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    Promoção do livro Visões Poéticas

    Olá galera, ainda esse ano estarei lançando meu novo livro, enquanto isso meu livro anterior está com uma promoção só essa semana, de R$32,00 está por R$29,00 reais, mas só essa semana, e só adquirindo comigo.

    O livro irá:
    Autografado
    Com marcadores
    E as pessoas que comprarem terão seus nomes nos agradecimentos do próximo livro que será lançado.

    Podem entrar em contato comigo através do e-mail: josielma_ramos@yahoo.com.br


    Serpente na grama

    Imagem: We Heart It
    "Josielma Ramos"

    Deslizava de mansinho pela noite afora, 
    Ninguém nunca a via,
    Ninguém a seguia, 
    Sempre escapava, 
    Sempre fugia.

    Seus cabelos escuros ficavam ocultos na fosca escuridão, 
    A cidade tão perto de seu abrigo,
    E toda sexta transformada para dançar, 
    Conformada que a maldição nunca iria se quebrar, 
    E fora esse dia sua liberdade se esvaia.

    Podia ser libertina, 
    Se divertir, 
    Se vingar, 
    Antes de ser banida, 
    Antes das cinco chegar.

    Essa bela mulher transfigurada, 
    Comum, 
    Excitava quem olhava,
    Seus cabelos volumosos caiam em uma cascata,
    Por suas costas nuas.

    Corpo esguio como de serpente, 
    Cobrindo sua nudez humana com roupas que não lhe pertenciam,
    E se jogava na noite, 
    E seduzia homens,
    E fazia vitimas.

    Tornou-se cruel e sem coração, era fria e sem paixão, 
    Em busca de vingança, 
    Amaldiçoada por transgressão de um homem, 
    Hoje um fantasma sem cabeça,
    Apenas sombra de seu passado.

    Amaldiçoada sem nem poder elucidar, 
    Amaldiçoada por amar.
    O tempo é efêmero, 
    Ela seduz com sua dança maligna, 
    Os leva para a floresta e no ápice do prazer faz sua vitima.

    Serpente na grama, 
    triste e vazia, 
    Amaldiçoando a raça que a amaldiçoou um dia,
    Serpente na grama com sua foice afiada, 
    Destruía seus medos e as cabeças cortava.

    Encantos

    Imagem: We Heart It
    "Josielma Ramos"

    Salpicado de areia e luar,
    Ela era fada,
    Que só queria dançar,
    Totalmente encantada,
    Flor D'água,
    Ninfa enfeitiçada,
    Atrás da bruxa malvada.

    Sexta-feira 13,
    Se encontram na clareira,
    Tentando voltar no tempo,
    Tentando impedir o tempo,
    Tentando salvar o amor,
    O amor que já não lhes pertencia,
    E que pouco a pouco morria.

    Era tudo questão de liberdade,
    Voltar em um tempo que não havia maldade,
    Fera ferida,
    Enfeitiçou,
    A machucou,
    Era tarde demais,
    Já não podia voltar atrás.

    Empoleirada no parapeito,
    Vestido em cetim preto,
    Morreu de braços abertos,
    Tão calmamente,
    Mas ela ainda está lá fora,
    Mesmo que nenhuma folha mais caia,
    Eu ainda a posso ouvir,
    Ela ainda espera por alguma coisa,
    Pelo seu tempo de matar.



     
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