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  • A saga de um andarilho pelas estrelas - Jean Pires de Azevedo Gonçalves

    Hoje recebi um e-mail de uma das minhas parceirias com a sinopse desse livro, e fui correndo pesquisar mais a respeito antes de vim mostrar para vocês, me encantei com o  enredo e descobrimento de mais um autor nacional, meu coração vibra de alegria sempre que conheço um, então vamos conhecer um pouco mais sobre o livro?

    Utopia pós-moderna, “A saga de um andarilho pelas estrelas” conta a história de um homem que abandona a Terra e viaja pelas estrelas, onde conhece civilizações extraordinárias. Mas o universo guarda infinitas surpresas e alguns planetas podem ser muito perigosos. O enredo é repleto de momentos cômicos e desconcertantes que acabam por inspirar reflexões sobre a vida e a existência. O livro é escrito em prosa em dez capítulos. Oito sonetos também acompanham a narrativa. (Editora Multifoco)
    Disponível no site da Livraria Cultura, Livraria da Travessa, Editora Multifoco.
    Andarilho da estrela cintilante
    Por onde vai sozinho em pensamento,
    Fugindo dessa terra de tormento,
    Sem paradeiro certo, triste errante?
    E procurar o que no firmamento,
    Que aqui não encontrou sonho distante
    Nenhum outro arrojado viajante?
    Volta! Nada se perde com o tempo...
    “Felicidade quis, sim, encontrar
    Nesse vasto universo, de numerosas,
    Infinitas estrelas, não hei de errar!
    Mas ilusão desfez-se em nebulosas,
    Tão longe descobri tarde demais:
    Meu amor deste lugar partiu jamais!”
    PARTE 1
                                                                                
    N
    um amplo salão azul, de uma única porta cor de abóbora e nenhuma janela, muitos jornalistas se amontoavam.
    - Por favor, conte-nos como foi sua viagem ao espaço?
    - Diga-nos como ficou tanto tempo sem comida e água?
    - Disseram que você não se alimenta. É verdade?
    - E o relógio? Por que você não se separa de um relógio?
    - Como foi viajar pelas estrelas?
    - Me desculpem, mas eu preciso fazer um apelo à humanidade.
    - Apelo? Depois o senhor faz. Responda primeiro às nossas perguntas.
    - Eu preciso contar a todos o que eu vi. É muito importante.
    - Haverá muito tempo para isso. As autoridades estão preparando para amanhã a ocasião para que você dê uma declaração pública, que será em praça pública e transmitida para todo o mundo. Mas antes nos responda!
    - As autoridades, sempre as autoridades! Por que não me deixam falar logo de uma vez! Começo a duvidar de que as autoridades estejam sendo sinceras.
    - Você acabou de sair da quarentena. Depois dessa entrevista, você terá sua chance de falar o que você bem entender para a humanidade. Por isso, conte-nos agora como foi sua viagem pelo espaço. Além do mais, tudo o que você disser será publicado e televisionado!
    - Você disse tudo o que eu falar será publicado e televisionado?
    - Sim. E ao vivo!
    - Bom, então eu respondo. O que vocês querem saber?
    - Tudo. Tim-tim por tim-tim.
    - Então, sou todo ouvidos.
    - Desde que voltou ao planeta Terra, você se tornou muito famoso. O que você acha das pessoas que se manifestaram por sua liberdade.
    - Eu queria agradecê-las.
    - Sim, você é muito popular, pensa em se candidatar a algum cargo político?
    - Não, de modo algum!
    - Desculpa-me, mas farei uma pergunta um pouco indelicada. Você é mesmo um ser humano?
    - Em partes. Depende do que você entende por ser humano. O que é um ser humano?
    - Como assim, o que é um ser humano? Um ser humano é um ser... é um ser... é um ser humano! Sei lá, um indivíduo pertencente à nossa espécie... Na verdade, gostaria de saber se você é daqui ou se é um alienígena, essas coisas... Você é da Terra, um terráqueo como nós?
    - Tudo indica que sim, até que me provem o contrário. Sou um terráqueo, porque nasci na Terra.
    - Qual é o seu nome?
    - Por favor, sou apenas o Andarilho das Estrelas.
    - Andarilhos das Estrelas?!
    - Sim. Sou um andarilho, das estrelas.
    - Você não tem nome? (Todos riem).
    - Não importa, sou o Andarilho das Estrelas apenas. E isso é tudo o que vocês devem saber sobre mim. O Universo é maior.
    - Disso ninguém tem dúvidas. (Risos). Como é então lá em cima, no Universo?
    - Lá em cima? O entrevistado fez um gesto de incompreensão, e depois acrescentou: O senhor já viu estas fotos coloridas de nebulosas, galáxias, supernovas etc., tiradas por telescópios espaciais?
    - Sim.
    - Eu diria que é muito mais maravilhoso.
    - É mesmo? E o que você viu de tão maravilhoso, exatamente?
    - É difícil dizer o que é mais maravilhoso. Tudo é muito bonito. Para não deixar você sem resposta, eu diria que as imensas cataratas de estrelas cadentes são lindas demais. No entanto, como não mencionar a música que toca entre as estrelas ou os versos do multiverso?... Na verdade, é difícil escolher o mais maravilhoso. Lamento, sua pergunta não pode ser respondida.
    - Ainda não entendo qual o problema de falar seu nome? Afinal, todos nós queremos chamar você por seu nome!
    - Que importa um nome? Eu continuaria o mesmo independente do nome que tenho. Além disso, a minha vida aqui na Terra, como a da maioria das pessoas, sempre foi tão vulgar e encoberta pelo anonimato das multidões, que meu nome é também indiferente. A diferença é que um dia eu deixei nossa querida Terra para viajar pelo espaço sideral. Então eu me tornei um andarilho, errando pelas estrelas do Universo. Vejam bem, por que vocês jornalistas, ciosos que são, estão me entrevistando? Qual o interesse das emissoras de televisão, que pagam os seus salários, senão fatos? Não é sobre mim que vocês querem saber. É sobre o Universo. Sinceramente, a vida banal de um cidadão comum não vende jornais.
    - Antes dessa sua viagem espacial, você já havia viajado muito por outros lugares do mundo?
    - Não. Nunca saí de minha cidade.
    Todos os jornalistas, que eram centenas, se admiraram com essa resposta.
    - Nunca saiu de sua cidade?
    - Nunca.
    - E por que saiu do planeta?
    Essa pergunta provocou risos também.
    - Porque eu quis abstrair de mim a minha humanidade, ou melhor, quis me tornar abstrato.
    A resposta do Andarilho das Estrelas provocou uma reação de surpresa e incompreensão.
    - Me perdoa, mas não entendi o que você quis dizer. Como assim, se tornar abstrato? Isso não faz sentido. Em primeiro lugar, o que você entende por “abstrato”?
    - Ora, o sentido que se dá a palavra abstração, isto é, um elemento reduzido, separado, e que é generalizado.
    - O quê? Por favor, explique melhor, está muito confuso.
    - Significa abstrair de uma abstração...
    O embaraço aumentava conforme o Andarilho das Estrelas respondia as questões dos jornalistas ávidos por notícias e não por respostas demasiadamente vagas. Afinal, quem é este Andarilho das Estrelas? Ele esteve onde nunca nenhum outro ser humano sonhou um dia chegar e ainda assim não sabemos nada sobre ele, nem o seu nome. Depois justifica uma viagem sem precedentes históricos e de proporção interplanetária com uma explicação, no mínimo, sem sentido!
     Analisemos mais detidamente a fisionomia desse estranho personagem para ver se descobrimos algum traço notável de sua personalidade. Aparentemente, nada indica algo incomum nele. Porém, se prestarmos bastante atenção em seu olhar... No seu olhar pode se observar alguma coisa do Universo, um pouco do brilho das estrelas, uma substância, talvez, de origem melancólica, o próprio éter, cuja essência infinita é o imponderável.
    De fato, nenhum dos jornalistas duvidava de sua jornada no espaço; sobretudo, quando os telescópios detectaram sua presença no limiar do sistema solar em rota direta de colisão com a Terra. Notícia alarmante, que provocou verdadeiro pavor, porque o Andarilho das Estrelas foi inicialmente confundido com um asteroide. Quando, entretanto, os astrônomos declararam que o corpo celeste detectado não era senão um corpo humano, o mundo então respirou aliviado. Na ocasião, inclusive, um cientista saiu de um observatório dançando e pulando tão enlouquecido, que acabou por cair em um bueiro de esgoto que alguém imprudentemente esqueceu aberto. Para sua felicidade, os ferimentos foram leves. Mas passado o susto inicial da confusão com um asteroide, o mundo inteiro se perguntava intrigado como podia um ser humano estar nos limites do sistema solar. As hipóteses se multiplicavam. Alguns questionavam, não sem fundamentos, se o Andarilho das Estrelas não seria antes um extraterrestre. Alarmados, outros anunciaram uma invasão alienígena iminente. E os adeptos das teorias da conspiração afirmavam que o caso expunha provas concretas de um experimento científico realizado com cobaias humanas lançadas ao espaço e desenvolvido por organizações que almejavam dominar o mundo. Logo, sabichões de todos os cantos do planeta se reuniram emergencialmente num congresso internacional onde passaram a discutir e analisar as evidências por dias a fio. Por fim, vieram a publico apresentar suas conclusões. Declaravam que, em primeiro lugar, “o objeto espacial que se localiza nos confins do sistema solar é realmente um ser humano do gênero e da espécie homo sapiens sapiens e, em segundo lugar, “que ignoravam completamente como um indivíduo da referida espécie havia parado num ambiente inapropriado à vida humana”.
    Ao se aproximar o Andarilho das Estrelas da estratosfera terrestre, o resgate não podia causar mais comoção. Maravilhado, o mundo inteiro parou para assisti-lo entrar na Terra como uma estrela cadente, riscando o céu de ponta a ponta num rastro luminoso para, em seguida, descer suavemente no mar. A operação de busca, que se procedeu, assemelhou-se a uma verdadeira mobilização de guerra. Nunca se viu tantos helicópteros, jatos, tanques, navios porta-aviões e tantas outras geringonças juntas rumando para um só lugar. As emissoras de televisão suspenderam toda a programação diária para noticiar integralmente o acontecimento extraordinário. Nos telejornais, os repórteres relatavam o sucedido: “Nesta manhã, o homem que estava no espaço aterrissou sem maiores transtornos no meio do oceano Pacífico e foi resgatado para a terra em segurança”. Outros reportavam a seu estado de saúde: “O homem do espaço passa bem, apesar de visivelmente abatido”. E alguns descreviam sua aparência: “Ele tem barbas longas, cabelos compridos e desgrenhados, roupas puídas e rasgadas... mais parece um náufrago, um náufrago das estrelas”. Notícias como essas se intercalavam ao longo das horas, ininterruptamente, e, no dia seguinte, a humanidade ainda estava de ressaca pelos acontecimentos da véspera. Finalmente, a fisionomia do Andarilho das Estrelas, com expressão assustada e olhos esbugalhados, estampou, numa foto memorável, a primeira página dos grandes jornais do mundo inteiro. 
    Neste ínterim, uma agência secreta de algum governo deteve o Andarilho das Estrelas e o transportou para uma dessas bases ainda mais secretas, onde o submeteram a intenso interrogatório. De acordo com informações extraoficiais, o viajante espacial portava consigo apenas uma bagagem de mão, com alguns pertences pessoais, como um livro, um caderno, um espelho, uma lanterna, uma caneta e uma bituca de cigarro, além de uma estranha máquina portátil, construída com uma tecnologia desconhecida, e que foram expostos a testes de radiação. Depois disso, durante dias não se teve notícias dele. E as pessoas movidas, talvez, pela curiosidade, passaram a se interrogar por que o prenderam e não o soltavam. Nas ruas, na linha de produção, nos escritórios, nas escolas, nos botecos, nos restaurantes, nas casernas, enfim, na sala de jantar, todos queriam saber do paradeiro daquele que ocupou por um curto lapso de tempo a atenção do planeta. Mesmo diante de tanta repercussão, a tal agência secreta mostrava-se irredutível à opinião pública e sonegava a menor informação. Entretanto, estava em andamento um fenômeno sociológico inexplicável – do qual será explicitado adiante – que foi decisivo para a libertação condicional do Andarilho das Estrelas. Aliás, decisão bastante ardilosa, pois, diante do silêncio do prisioneiro, a agência secreta poderia obter as informações, por meio da imprensa e de uma declaração pública, desejada pelo próprio Andarilho das Estrelas, que em vão tentavam pela força.
    E aqui chegamos ao salão azul, com uma porta cor de abóbora e sem janelas, de onde, como vimos, transcorria a coletiva de imprensa. Quando os jornalistas foram finalmente autorizados a entrevistar o Andarilho das Estrelas, houve um verdadeiro frenesi, semelhante a estas liquidações de começo de ano. Jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos e outros profissionais de imprensa corriam freneticamente carregados de uma parafernália de equipamentos, fios, microfones, pelos corredores de acesso ao referido salão. É bem verdade também que o local escolhido para a entrevista era completamente inadequado, pela ausência de ventilação. Mal cabia tanta gente lá dentro, que, devido à superlotação, ficava apertado, apesar de amplo. Muitas discussões tomaram lugar, pois os jornalistas disputavam cadeiras, e, na falta delas, sentavam no chão. Não foram poucas as pessoas que passaram mal, sufocadas. Houve ainda quem foi nocauteado durante o tumulto, provavelmente, por um microfone afoito. Além disso, os jornalistas reclamavam, às vezes, aos gritos, do tratamento concedido à imprensa, alegando que as autoridades agiam intencionalmente com extrema truculência no intuito impedir a livre balbúrdia informativa. Ou seja, denunciavam um flagrante desrespeito à liberdade de expressão. Fato que foi amplamente desmentido pelas mesmas autoridades! Para complicar ainda mais a situação já complicada, um dos jornalistas ouviu, segundo ele próprio, de uma de suas fontes, um funcionário do governo, que o Andarilho das Estrelas não era humano. Informação que surtiu o efeito de um verdadeiro estouro de boiada, tumultuando ainda mais as condições em si caóticas. Lá dentro, todos falavam ao mesmo tempo, e foi muito difícil estabelecer o silêncio no local. Jornalistas foram retirados à força por apresentarem conduta inadequada, de acordo com nota divulgada pela organização da coletiva de imprensa. Outros caíram e foram pisoteados. Alguém desacatou alguma autoridade e foi preso. Quando, na medida do possível, a confusão foi finalmente contida, o Andarilho das Estrelas foi conduzido até o centro de uma mesa coberta por microfones. Quase não se via seu rosto, a essa altura barbeado e com os cabelos raspados, atrás de uma pilha de microfones amontoados. Ao seu lado, sentaram-se os famigerados agentes secretos, todos vestidos de modo idêntico, com terno preto, gravata preta e óculos escuros. Enfim, deram início à entrevista. As primeiras palavras do viajante espacial foram impactantes. Disse ele calmamente: “Bom dia a todos. Eu viajei por todos os rincões deste Universo; travei contato com seres obscuros, muito embora conheci civilizações que fazem da humanidade parecer um formigueiro de formigas desmioladas!” Foi uma algazarra total, os repórteres gritavam: “Conte-nos sobre eles!”; “Eu quero saber!”; “Como eles eram?”, “Se parecem conosco?” etc., etc., etc.
    Mas deixemos a coletiva de imprensa por enquanto. Nada se compara ao caos que tomou lugar nas ruas durante o período de “quarentena” e que denominamos de “fenômeno sociológico inexplicável”. Diante do mal-estar causado pelo episódio relatado anteriormente ao parágrafo acima, pessoas que não se conheciam passaram a se reunir em grupos manifestando repúdio à prisão do Andarilho das Estrelas, considerada, por elas, “arbitrária, ilegal e um atentado aos direitos individuais da pessoa humana”, exigindo assim a soltura imediata do prisioneiro. A princípio, era apenas meia dúzia mas, com o passar dos dias e por meio das redes sociais de computadores conectados à internet, tornou-se uma bola de neve. Em pouco tempo, se formou uma grande multidão, munida de cartazes, bandeiras, faixas, a entoar canções de guerra, gritos de ordem, que se espalhou pelas ruas como uma epidemia incontrolável. Assembleias eram organizadas nas ruas, ocasião em que oradores de plantão, sob aplausos intensos, incendiavam os ânimos já bastante exaltados. Anônimos viraram celebridades de um dia para outro e concediam, envaidecidos, entrevistas para a televisão, embora muito poucos expusessem argumentos dignos de nota. Nessa toada, porém, o movimento só crescia e depois de muitos debates, os manifestantes decidiram se agrupar diante das sedes dos principais governos envolvidos com a operação de resgate e lá permaneceram acampados. À medida que o tempo passava, sem o menor sinal de boa vontade das autoridades responsáveis, que fingiam nada acontecer e, por isso, não aceitavam discutir uma saída para o impasse, as circunstâncias se tornaram mais e mais críticas e os protestos, violentos. Mascarados ateavam fogo no que encontravam e jogavam pedras nas forças de segurança, acionadas para conter os excessos e atos de vandalismo. Não foi suficiente, pois estas tiveram de recuar muitas vezes. E assim, os confrontos se repetiram por dias seguidos. De um lado, bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, tiros de bala de borracha; e, de outro, paus, pedras, fogo, gritos. Surgiram então os heróis e mártires da repressão. Milagrosamente, apesar da intensidade dos conflitos, ninguém se feriu gravemente.
    Por algum mistério, a prisão injustificada do viajante das estrelas serviu de pretexto para aflorar uma grande insatisfação em todos os habitantes do globo terrestre. É bastante provável que aquelas pessoas queriam ouvi-lo e, frustradas com os episódios que se seguiram, sentiram-se afrontadas mais uma vez perante a insolência de uma minoria que toma decisões independentemente da consulta de todos. Porém, não parou por aí. Outros agrupamentos, de pessoas aparentemente indiferentes a demandas relativas à liberdade civil, mas contagiadas pelo calor das passeatas, passaram a caminhar a esmo, arrebanhando outros grupos, que se somavam por onde passavam. De repente, milhares se uniam descontentes com as mazelas do cotidiano e apresentavam uma série de reivindicações contra a carestia, o aumento das passagens de ônibus, a inflação, as péssimas condições da saúde pública etc. Imagens aéreas captavam cenas impressionantes de um mundo de gente avançando como um tsunami em direção das grandes capitais. Um pequeno incidente, definido, talvez, como de segurança nacional ou mundial, transformou-se numa avalanche de revoltas pelo mundo afora. Os governos, surpreendidos, foram obrigados abrir negociações com os líderes dos protestos e deliberaram a libertação do Andarilho das Estrelas e mais a promessa de montarem em praça pública um palco onde aquele poderia emitir suas opiniões a respeito de sua jornada interestelar: o seu “apelo à humanidade”. Enfim, as manifestações foram suspensas. Mas ninguém voltou para casa. Um bater de asas de uma borboleta, e eis um furacão. De fato, e é até estranho, mas quando o Andarilho das Estrelas se chocou na atmosfera terrestre, iluminando o céu, muita gente, secretamente, fez um pedido...
    É neste pé em que estávamos antes de explicar os antecedentes da entrevista que está sendo realizada no salão azul, que, como vocês já sabem, tem uma porta cor de abóbora e nenhuma janela. Mas onde havíamos deixado a entrevista mesmo? Ah, sim, no momento em que o Andarilho das Estrelas dizia que queria se tornar uma abstração. Nada mais intrigante, não? Vamos ouvi-lo:
    - Como assim, disse um jornalista, não é possível abstrair a humanidade de um ser humano? A menos que você realmente não seja humano. (Risos).
    - Em pensamento é possível sim. Não só em pensamento, mas também no mundo real, dos fatos, como se costuma dizer. Somos reduzidos a abstrações diariamente, separados de nós mesmos, através de algo geral que supostamente nos representa. Pode ser uma senha, um número, um registro, uma assinatura, um nome. Tudo no nosso mundo é organizado por noções abstratas e gerais, como o tempo, as normas, os códigos, os prazos, que enchem as nossas cabeças e os papéis nas escrivaninhas. Isto quando não somos apenas estatísticas nos indicadores sociais. Nossa vida inteira é apagada, substituída e representada por uma realidade imaterial mais importante que nossa própria vida! E daí aquilo que parece verdade é dissimulado e falso, porém, efetivo. Então, eu pergunto: o que é ser ser humano ou o que é o humano? Para encurtar a história, eu não sou um ser humano completamente!
    - Ah, então você realmente é um ET? Eu sabia!
                - Não, também não sou um ET, porque nasci na Terra e, tecnicamente falando, parceiro, quem nasce na Terra não pode ser um extraterrestre. Vou tentar me fazer entender. Há milhares de anos, os nômades costumavam olhar o céu e sabiam o momento da noite em que caem mais estrelas-cadentes. Também seguiam a rota sinuosa dos planetas e quando a posição de uma constelação significava o dia da partida. Os agricultores, da mesma forma, também conheciam o céu que comunicava a estação do plantio ou da colheita. Ao contrário, hoje, jamais olhamos o céu – poluído, por sinal. Por isso, decidi partir. Queria ver as estrelas de perto, a Lua, os planetas... Então, na verdade, eu me abstraí de minha humanidade abstrata para descobrir se havia alguma coisa real em mim.
    - Profundo, mas não entendi nada. (Risos) Você está criticando a modernidade, quer voltar para trás, é isso?
    - Não. Na verdade, ir para frente é voltar para trás, descobrir o passado é engendrar o futuro. Por isso, antes de partir, eu sentia uma profunda insatisfação com o mundo do jeito que ele é. Para renunciar totalmente à minha humanidade, eu precisava abdicar totalmente da minha existência no planeta Terra; não da minha vida.
    - O que você está querendo nos dizer? Por favor, seja menos evasivo.
    - Está bem, preste atenção! O mundo parou para assistir a minha chegada ao planeta Terra, não é? (Eu não esperava tanto, se bem que devo admitir que as pessoas adoram uma novidade). Contudo, quem se preocupa ou muda sua rotina com a notícia de mais uma guerra ou da fome de milhares de seres humanos pelo mundo? Nem parece que todas essas coisas acontecem com nossos vizinhos. Parece mais uma realidade de outro mundo, distante de nós. Tudo é tão banalizado e abstrato. Temos até tribunais para julgar crimes de guerra quando, na verdade, não há guerra que não seja um crime contra a humanidade!
    - Não sei se o compreendi. Mas me parece que você é um pacifista.
    - Não! Não exatamente. Eu já fui um soldado. Já estive em um campo de batalha.
                - Então você já atirou em alguém?!
    - Não de verdade. No mundo em que lutei, as armas não eram letais.
    - E quando e como você decidiu ir embora do planeta Terra?
    - Como um nômade, eu passava horas à noite olhando o céu, e ficava imaginando – ao andar parado – se numa daquelas estrelinhas não haveria um mundo habitado por criaturas solidárias e que cuidassem melhor de seu planeta. E eu sonhava. E um sonho surgiu na minha frente. Vocês sabem que sonho pode significar duas coisas, não é? Sonho pode ser uma manifestação psíquica inconsciente que ocorre durante o sono. Aqui, sonho é uma ilusão, química. Mas sonho pode ser também um desejo forte, consciente. Aqui, o sonho é uma ilusão diferente, porque pode se realizar. Então, eu vi um sonho chegar ao se tornar real numa viagem intergalática. Não seria fácil, e, a bem dizer, talvez um empreendimento suicida. Passei meses me preparando para partir. Então, uma data foi marcada, no mês de junho, porque o céu fica mais bonito no hemisfério sul. E conforme os dias foram passando e a data se aproximando bem perto de mim, eu fiquei diante de um dilema, pois não podia me despedir de ninguém, senão não me deixariam prosseguir. No dia marcado, eu fiquei triste feliz. Achei que seria bastante conveniente me despedir apenas das coisas e dos animais. Dei um abraço apertado em minha máquina de lavar roupas: “Vou sentir sua falta”, disse-lhe. Depois foi a vez da geladeira: Lágrimas congelantes! E aí fui para o meu quarto e disse adeus para minha cama, meu travesseiro e, confesso, com a condição de vocês não publicarem, para o meu hipopótamo de pelúcia! Também disse tchau para as poltronas, as estantes e o abajur. Em seguida, fui para o jardim e me despedi dos gatos, do cachorro, da galinha e até dos insetos. Enfim, das flores, plantas e árvores. Gostaria, no entanto, que vocês registrassem alguns momentos marcantes: A minha gata Deúda parecia um motorzinho se entrelaçando em minhas pernas, talvez, tentando me convencer a ficar. Ao me deitar na grama, olhei os flocos de nuvens brancas no céu azul e vi minha mão, meu antebraço e braço se ergueram acenando. Também fiz um sinal para um gafanhoto, dizendo: “Soldado, foi um prazer conhecê-lo!” Uma formiga subiu no meu nariz e eu sorri para ela. (Não posso afirmar se ela sorriu para mim, porque não entendo muito de boca de formiga). Um tatu-bolinha gesticulava suas patinhas, que são dezenas – algo que me tocou muito, pela sua veemência. Mas o que mais me partiu o coração foi o meu cachorro Foluke que não tirou seus olhinhos de mim até eu desaparecer totalmente no ar. “Vou sentir saudades, amigão!” gritei lá de cima.
                Tudo isso pode parecer muito bizarro e se alguém me contasse eu juro que não acreditaria... mas se eu não tivesse presenciado todos estes acontecimentos! Eu me lembro de cada detalhe, desde as primeiras notícias nos jornais, à descida do Andarilho das Estrelas, de sua prisão, dos protestos. Fui testemunha, com os olhos de meus próprios pés! E mal posso esperar para assistir seu depoimento na praça da cidade. Antes é preciso esperar a entrevista terminar. Ah, sim, os repórteres, eles ainda fazem perguntas. Não os atrapalhemos!
    - Mais uma pergunta!
    - Andarilho das Estrelas, como você...
    - Diga como você fez...
    - E por quê...?
    - Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho! Andarilho!...
    Neste instante, o Andarilho das Estrelas subitamente parou de falar. Seu olhar atravessara as paredes atrás de suas memórias. Estava longe, muito longe. Ao notarem essa atitude estranha e imprevisível, os jornalistas também se calaram. Uma cena que poderia ser retratada por um pintor de tão estática. O silêncio se arrastava e a situação permaneceu assim por não sei quanto tempo até que os jornalistas incomodados com a falta de informações esboçaram uma reação no sentido de retomarem a carga de perguntas. Não demorou muito para que conversas paralelas, sugerindo interrogação e perplexidade, fossem aos poucos cochichadas no salão. Olhares se encontravam, boquiabertos. Então, um dos jornalistas passou a falar em voz alta, mostrando-se bastante impaciente e, irritado com as condições precárias da coletiva de imprensa, passou a se queixar abertamente dos organizadores. Tal agitação causou certa preocupação aos agentes secretos. Esses se entreolhavam estrategicamente, fazendo sinais táticos, uns para os outros, com cotoveladas significativas e pisadas em toques no pé ou na canela do colega vizinho, indicando, porém, que a situação ainda estava sob controle. Mas diante do burburinho nervoso que se avolumava, um dos agentes secretos, muito provavelmente o comandante, tomou a palavra e solicitou encarecidamente aos repórteres que permanecessem em seus lugares. Em vão. Alguns jornalistas já circulavam livremente pelo salão falando ao telefone celular. Nada, porém, tirava o Andarilho das Estrelas de suas meditações. Por sua vez, os repórteres comentavam ou davam risadas da circunstância um tanto inédita, enquanto fotógrafos tiravam fotos dos mais diversos ângulos. Já os agentes secretos, prevendo que seria impossível segurar um tumulto dentro do salão, passaram a gesticular energicamente os braços, com os quais faziam movimentos variados, ao mesmo tempo em que levantavam os óculos e piscavam os olhos num tipo de código Morse, avisando que chegava o momento de bater em retirada. Tudo indicava problemas à vista. Felizmente, o Andarilho das Estrelas saiu de sua letargia momentânea, arregalou bem os olhos, que se fixaram nos jornalistas, e em seguida ensaiou dizer alguma palavra que não saía. Diante disso, os jornalistas caíram paralisados sobre suas cadeiras como se tivessem sido atingidos pelo olhar petrificante de um górgona.
    O que será que está acontecendo?!
    (...)

    Liberdade


    "Josielma Ramos"

    Não escrevo mais poemas de amor para você, 
    Você já não os merece, 
    Nunca mereceu, 
    Mesmo quando eu os escrevia sem parar. 

    Ainda escrevo, 
    Só não é mais sobre você, 
    É que me bate uma vontade incontrolável de escrever, 
    Escrevo para viver.

    Escrevo porque preciso, 
    Senão não respiro, 
    Se paro eu morro e morre em mim tudo que um dia eu fui ou seria, 
    Morre em mim aquela vontade de crescer.

    E isso já me foi tirado por tempo demais, 
    Não quero voltar atrás, 
    Nunca fui livre,
    E agora que me descobri assim sou mais feliz.

    Olha eu no impresso u.u

    Como eu disse no post anterior, a minha entrevista saiu no site do Jornal Correio Paulista e no impresso, mas só essa semana consegui ver o jornal, ignorem a minha cara de sono, já eram 23hrs e eu estava morta de cansaço e gripada, porém muito feliz, página quase inteira do jornal u.u a entrevista completa podem conferir no link a seguir: A poesia do olhar



    Desejos Escondidos


    "Josielma Ramos"

    Seus olhos revelam a sutileza que existe por trás de um simples olhar,
    Revelam o encanto que nunca vi ninguém expressar,
    É lindo esse olhar.

    Seu sorriso revela um desejo escondido,
    Um desejo que nunca senti ninguém sentir por mim,
    Um desejo em sorriso a se iluminar.

    Seus beijos são melhores do que eu podia sonhar,
    São fortes, impulsivos, me deixam sem ar,
    A espera de mais e mais beijos fico a sonhar.

    Suas mãos sabem o que querem,
    Passeiam deliciosamente por cada centímetro do meu corpo,
    Despertando suspiros adormecidos, arrancando suspiros de mim.

    Seu corpo exala desejo, paixão,
    Seu corpo encaixe perfeito do meu, seu corpo só meu,
    Meu corpo deseja o teu.

    Minha entrevista no Jornal Correio Paulista

    Olá galera passando aqui para deixar uma nota rápida, saiu minha entrevista no Jornal Correio Paulista, vou deixar o link aqui para quem quiser conferir. a entrevista se encontra disponível no site e no jornal impresso da região de Osasco, Barueri, Jandira e Itapevi.


    O Conto dos três irmãos J.K. Rowling


    Era uma vez três irmãos que caminhavam por uma estrada solitária e sinuosa ao crepúsculo, a certa altura, os irmãos chegaram a um rio demasiado fundo para passar a pé e demasiado perigoso para atravessar a nado. Contudo, esses irmãos eram exímios em artes mágicas, por isso limitaram-se a agitar as varinhas e fizeram aparecer uma ponte sobre as águas traiçoeiras. Iam a meio desta quando encontraram o caminho bloqueado por uma figura encapuzada. E a morte falou-lhes. Estava zangada por ter sido defraudada em três novas vítimas, pois normalmente os viajantes afogavam-se no rio. Mas a morte era astuta.
    Fingiu felicitar os três irmãos pela sua magia e disse que cada um deles havia ganho um prêmio por ter sido suficientemente esperto para a evitar.
    E assim, o irmão mais velho, que era um homem combativo, pediu uma varinha mais poderosa que todas as que existissem: uma varinha que vencera a Morte! Portanto a Morte foi até um velho sabugueiro na margem do rio, moldou uma varinha de um ramo tombado e deu-a ao irmão mais velho.
    Depois, o segundo irmão, que era um homem arrogante, decidiu que queria humilhar ainda mais a Morte e pediu o poder de trazer outros de volta da Morte. Então a Morte pegou numa pedra da margem do rio e deu-a ao segundo irmão, dizendo-lhe que a pedra teria o poder de fazer regressar os mortos.
    E depois a Morte perguntou ao terceiro irmão, o mais jovem, do que gostaria ele. O irmão mais novo era o mais humilde e também o mais sensato dos irmãos, e não confiava na Morte. Por isso, pediu qualquer coisa que lhe permitisse sair daquele local sem ser seguido pela Morte. E esta, muito contrariada, entregou-lhe o seu próprio Manto de Invisibilidade. Depois a Morte afastou-se e permitiu que os três irmãos prosseguissem o seu caminho, e eles assim fizeram, falando com espanto a aventura que tinham vivido, e admirando os presentes da Morte.
    A seu tempo, os irmãos separaram-se, seguindo cada um o seu destino.O primeiro irmão continuou a viajar durante uma semana ou mais e, ao chegar a uma vila distante, foi procurar um outro feiticeiro com quem tinha desavenças. Naturalmente, com a Varinha do Sabugueiro como arma, não podia deixar de vencer o duelo que se seguiu. Abandonando o inimigo morto estendido no chão, o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem onde se gabou, alto e bom som, da poderosa varinha que arrancara à própria Morte, e que o tornava invencível.Nessa mesma noite, outro feiticeiro aproximou-se silenciosamente do irmão mais velho, que se achava estendido na sua cama, encharcando em vinho. O ladrão roubou a varinha e, à cautela, cortou o pescoço ao irmão mais velho.Assim a Morte levou consigo o irmão mais velho.
    Entretanto, o segundo irmão viajara para sua casa, onde vivia sozinho. Aí, pegou na pedra que tinha o poder de fazer regressar os mortos, e fê-la girar três vezes na mão. Para seu espanto e satisfação, a figura da rapariga que em tempos esperava desposar, antes da sua morte prematura, apareceu imediatamente diante dele.No entanto, ela estava triste e fria, separada dele como que por um véu. Embora tivesse voltado ao mundo mortal, não pertencia verdadeiramente ali, e sofria. Por fim o segundo irmão louco de saudades não mitigadas, suicidou-se para se juntar verdadeiramente com ela. E assim a Morte levou consigo o segundo irmão.
    Mas embora procurasse durante muitos anos o terceiro irmão, a Morte nunca conseguiu encontra-lo. Só ao atingir uma idade provecta é que o irmão mais novo tirou finalmente o manto de invisibilidade e deu ao seu filho. E então acolheu a Morte como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito e, como iguais, abandonaram esta vida.


    Clube de Livros Madras Teen

    Olá galera, mais uma vez venho com uma super novidade a respeito da Madras Teen, a editora parceira aqui do blog, agora além de firmar parcerias com blogs, ele estão dando início a projetos para Clubes de Livros e Instituições de Ensino, a visão é levar aos leitores de todo o Brasil entretenimento de alto nível a preços acessíveis. Faz parte dos projetos a visita de escritores às reuniões e eventos promovidos por esses grupos, aproximando o leitor do autor.
    Abaixo o banners das campanhas, que estarão fixos na lateral do blog com o link direcionando a fan page da editora onde podem entrar em contato para saber como participar.
    Fan page: Madras Teen


    Até o próximo post e fiquem de olho nas demais novidades.

    Nova Parceria: Sextante e Arqueiro, lançamentos de Abril

    Olá galera, esse ano tem sido mesmo incrível, acabei de fechar mais uma parceria para o blog, me perguntem se eu estou feliz? Óbvio, fechei parceria por um ano com a Arqueiro e a Sextante, isso não é demais? eu adoro os livros deles, metade da minha estante confirma isso, e esse mês tem vários lançamentos bacanas, Então se preparem que o post vai ser um pouco longo, mais prometo que vai valer a pena, vamos conhecer?



    O MilagreJeremy Marsh é um jornalista cético que dedica a vida a investigar e desmentir fenômenos sobrenaturais. Ele está no auge do sucesso, prestes a ir trabalhar na TV, quando recebe uma carta curiosa.Nela, uma senhora relata a ocorrência de luzes estranhas e fantasmagóricas no cemitério de Boone Creek, uma pequena cidade na Carolina do Norte. Farejando uma boa história, Jeremy sai de Nova York e vai passar uma semana lá.Quando começa suas investigações, ele conhece a obstinada Lexie Darnell. Responsável pela biblioteca local, ela está determinada a proteger as pessoas e a cidade que tanto ama – e nem um pouco disposta a confiar no forasteiro. Depois de sofrer pelo término de dois relacionamentos, ela tem duas certezas: a primeira é de que seu lugar é em Boone Creek, e a segunda é de que não se pode acreditar num homem tão sedutor quanto Jeremy.O que ela não imagina é que o jornalista também tem suas feridas. Ele nunca conseguiu superar completamente a dor de seu casamento desfeito e a frustração de saber que jamais poderá ser pai.Enquanto tenta descobrir a verdade por trás das luzes do cemitério, Jeremy tem que desvendar também os próprios sentimentos e se vê diante de escolhas muito difíceis, entre elas a de voltar para a vida que conhece em Nova York ou fazer algo completamente novo: acreditar.O milagre é um romance que explora os maiores mistérios de todos: os do coração. Lançamento 24/04

    Agência de Investigações Holísticas Dirk GentlyA série O Mochileiro das Galáxias consagrou Douglas Adams por sua fina ironia e sua capacidade de elaborar histórias hilárias e inusitadas. Porém, essa não foi sua única obra-prima. Também na década de 1980, ele criou o personagem Dirk Gently, cujos elementos principais surgiram quando escrevia episódios para Doctor Who, outro ícone britânico da ficção científica.Adams morreu em 2001, deixando dois volumes sobre as aventuras do detetive carismático e arrogante. Agora, finalmente, o primeiro livro é publicado no Brasil.
    Richard MacDuff é um engenheiro de computação perfeitamente normal que sempre se comportou muito bem, obrigado, até o dia em que deixa uma mensagem equivocada na secretária eletrônica de sua namorada, Susan Way. Arrependido, toma a decisão mais natural possível: escalar o prédio dela e invadir seu apartamento para roubar a fita com a gravação.
    Na vizinhança, Dirk Gently bisbilhota os arredores com seu binóculo quando presencia o ato tresloucado do antigo colega de faculdade e decide entrar em contato para lhe oferecer seus serviços investigativos. Depois de uma série de acontecimentos bizarros, o detetive percebe uma interconexão obscura entre a atitude estapafúrdia do amigo e o assassinato de Gordon Way – irmão de Susan e chefe de Richard, que passa a ser suspeito do crime.
    De uma hora para outra, os dois veem-se envolvidos num caso incrivelmente estranho, com elementos díspares e desconexos que, no final, conseguem se encaixar de forma perfeita e construir uma trama típica de Douglas Adams. Lançamento 06/04
    Ligeiramente MaliciososApós sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima.Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor.Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Grandmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effingham, prima de Judith.Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora?Neste segundo livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos conquista com mais um capítulo dessa família que, em meio ao deslumbramento da alta sociedade, busca sempre o amor verdadeiro. Lançamento 06/04

    O Sangue do Cordeiro Ao ler essas palavras em uma carta encontrada em um arquivo empoeirado, Thomas Kelly fica cético. O documento citado na correspondência está desaparecido, mas Thomas, padre da ordem dos jesuítas, duvida que exista algo com tal poder – até ser convocado ao Vaticano para iniciar uma busca desesperada por ele.Enquanto isso, diante de um conselho formado por seus superiores, Livia Pietro recebe instruções claras: encontrar um padre jesuíta recém-chegado a Roma e juntar-se a ele na procura da Concordata, um tratado que contém um segredo tão chocante que poderá destruir para sempre todo o povo de Livia.Enquanto pistas cifradas do passado lançam os dois em um universo traiçoeiro repleto de obras de arte, maquinações religiosas e conspirações, eles são caçados por pessoas capazes de tudo para achar o documento primeiro. Thomas e Livia, então, precisam correr para montar o quebra-cabeça capaz de redefinir os rumos da história e evitar o caos e a destruição que a revelação da Concordata poderá causar. Livia, porém, tem um segredo: ela e seu povo são vampiros.Com uma narrativa que remete ao estilo de Dan Brown e ao terror sobrenatural de Anne Rice, O sangue do cordeiro é uma viagem inesquecível a um passado inimaginável.  Lançamento 06/04

    Floresta EncantadaAbril começa muito colorido com Floresta encantada, o novo livro de Johana Basford, autora de Jardim secreto,que já vendeu mais de 1 milhão de exemplares no mundo. Neste livro, Johanna Basford convida o leitor a embarcar numa viagem ao coração de uma floresta encantada.Enquanto colore os desenhos de flores, casas na árvore, animais e objetos mágicos, seu desafio é encontrar os nove símbolos especiais ocultos ao longo destas páginas. Eles destravam o portão do castelo, revelando seusmistérios. O que será que ele guarda?Traga à tona o artista que existe em você e divirta-se em uma jornada através desse universo deslumbrante.  Lançamentos 08/04.

    Atenção plenaCom 200 mil exemplares vendidos, este livro e o cd de meditações que o acompanha apresentam uma série de práticas simples para expandir sua consciência e quebrar o ciclo de ansiedade, estresse, infelicidade e exaustão.Recomendado pelo Instituto Nacional de Excelência Clínica do Reino Unido, este método ajuda a trazer alegria e tranquilidade para sua vida,permitindo que você enfrente seus desafios com uma coragem renovada.
    Mais do que uma técnica de meditação, a atenção plena (ou mindfulness) é um estilo de vida que consiste em estar aberto à experiência presente,
    observando seus pensamentos sem julgamentos, críticas ou elucubrações.
    Ao tomar consciência daquilo que sente, você se torna capaz de identificar
    sentimentos nocivos antes que eles ganhem força e desencadeiem um fluxo de emoções negativas – que é o que faz você se sentir estressado,
    irritado e frustrado.
    Este livro apresenta um curso de oito semanas com exercícios e meditações diárias que vão ajudá-lo a se libertar das pressões cotidianas, a se tornar mais compassivo consigo mesmo e a lidar com as dificuldades de forma mais tranquila e ponderada.
    Você descobrirá que a sensação de calma, liberdade e contentamento que tanto procura está sempre à sua disposição – a apenas uma respiração de distância. Lançamento 27/04

    A identidade da almaA identidade da alma é o nosso DNA espiritual – a essência de quem realmente somos, a parte mais autêntica do nosso ser, nossa contribuição única para o mundo.No dia a dia, acabamos permitindo que nossa identidade seja bloqueada por inúmeros obstáculos emocionais, como raiva, medo, culpa, vergonha, tristeza, desespero. Quando não somos capazes de enfrentar as dificuldades de forma amorosa, elas se tornam um peso sobre nossos ombros, nos impedindo de abraçar nossa natureza divina primordial.Condicionados a permitir que o olhar do outro determine a maneira como nos vemos, criamos uma versão irreal de nós mesmos. Nessa busca por aceitação, deixamos de lado aquilo que mais importa e perdemos a capacidade de nos enxergar sem dissimulações nem disfarces.Para ajudá-lo a se abrir para a mudança e recuperar a conexão com a sua verdadeira essência, Panache Desai criou este programa de desintoxicação emocional. Com exercícios e meditações para serem feitos pela manhã, no meio do dia e à noite, este guia prático e inspirador foi concebido para servir de bússola no caminho do autoconhecimento.Nesta jornada de 33 dias de reflexão e ensinamento, você vai reencontrar sua autenticidade, redescobrir seu propósito e suas paixões, e voltar a acreditar, do fundo de sua alma, na infinita possibilidade de todas as coisas. Lançamento 01/04

    Os últimos passos de JesusQuase dois mil anos depois de Jesus ter sido brutalmente assassinado pelos soldados romanos, mais de 2,2 bilhões de pessoas ainda tentam seguir os ensinamentos de uma das figuras mais polêmicas e revolucionárias da História e que muitos acreditam ser o messias. Agora Bill O’Reilly e Martin Dugard contam em detalhes os acontecimentos inquietantes que levaram à execução do homem mais influente que já caminhou sobre a Terra.Os últimos passos de Jesus apresenta um homem de grande intelecto em sua luta para aceitar o destino que o aguarda. Abrangendo desde o nascimento dele até o fim de seu ministério, a narrativa se concentra em apresentar os fatos que envolvem sua vida e o contexto histórico da época.Este é o resultado de uma extensa pesquisa que traz informações esclarecedoras sobre a Terra Santa, o texto bíblico e toda a crueldade da ocupação romana – inclusive a crucificação, a punição mais desumana e temida naqueles tempos.Este instigante relato sobre Jesus e seu tempo também apresenta em cores vivas outros personagens históricos importantes, como Júlio César, Cleópatra, César Augusto, Herodes, Pôncio Pilatos e João Batista.A partir de descrições ricas sobre os costumes do Império Romano, a vida dos judeus da época e sua maneira de enxergar o mundo, você vai testemunhar os eventos históricos e políticos que tornaram inevitável a morte de Jesus de Nazaré. Lançamento 01/04

    Campo dos milagresEm 11 de maio de 2012, um pequeno avião com cinco amigos caiu no meio de um milharal no Kansas, deixando apenas uma sobrevivente: Hannah Luce, na época com 22 anos, filha de um renomado evangelista.Hannah sempre seguiu o caminho que a família traçou para ela, se formando em uma universidade cristã e assumindo uma posição de destaque no ministério de seu pai. Mas questionava constantemente suas convicções religiosas. Até que ponto tudo que ela tinha aprendido era verdadeiro?Depois daquele dia fatídico, Hannah se viu física e mentalmente devastada. Por que tinha sido poupada? Como explicar os acontecimentos milagrosos que garantiram sua sobrevivência?Aos poucos, ela conseguiria desenvolver uma nova forma de fé, que iria acrescentar significado à sua vida e ao mesmo tempo honrar a memória de seus melhores amigos. Campo dos milagres é uma história real inspiradora e comovente sobre reinvenção pessoal, família e amizade. Lançamento 01/04

    Uma das lideranças mais admiradas da América Latina, Pepe Mujica ficou conhecido como o "presidente mais pobre do mundo". Durante seu mandato, o político uruguaio doava a maior parte de seu salário e era visto circulando em seu fusca azul. Sua história está repleta de fatos tão peculiares quanto seu modo de vida. membro de um grupo de guerrilheiros, Mujica participou de ações armada e acabou capturada pela polícia. durante o período do cárcere, sofreu torturas e severas privações, chegando à beira da loucura. Libertado após 13 anos de prisão, voltou à vida política, Durante seu governo, colocou o Uruguai no mapa como uma das nações mais progressistas do mundo, ao aprovar medidas como a descriminalização do aborto e a legalização da maconha e do casamento gay. Neste livro, Allan Percy e o professor Leonardo Díaz nos contam a trajetória de Mujica e comentam algumas de suas declarações mais inspiradoras, entre elas: *Ter riqueza, bem-estar e consumir bens materiais não é o mesmo que ter felicidade, *O inevitável não se lamenta. É preciso enfrentá-lo, *Para mim, a política é a luta para que a maioria das pessoas viva melhor.  Lançamento 02/04



    William Ury já ensinou milhares de indivíduos a se tornarem negociadores mais habilidosos. Ao longo dos anos, ele descobriu que o maior obstáculo a acordos bem-sucedidos e relacionamentos satisfatórios não é a outra parte. na verdade, o principal entrave somos nós mesmos. mas esse obstáculo também pode se tornar nossa maior oportunidade. Se fizermos um exercício de reflexão e entendermos quais são nossas verdadeiras necessidades e o que de fato vai nos deixar felizes, criaremos as bases para compreender e influenciar os outros. Neste livro, Ury tira proveito de sua experiência pessoal e profissional em mediar conflitos pelo mundo e apresenta um método prático para ajudá-lo a chegar ao sim primeiro com você mesmo, melhorando drasticamente sua capacidade de chegar ao sim com os outros, ele conta como foi atuar na negociação entre o empresário Abilio Diniz e a holding que controlava o Grupo Pão de Açúcar, influenciar o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez na grave crise política com a oposição e negociar um acordo de paz entre líderes guerrilheiros e o governante de um país assolado pela morte de milhares de inocentes. este livro é um guia essencial para obter a satisfação interior que irá tornar sua vida melhor, seus relacionamentos mais saudáveis, sua família mais feliz, seu trabalho mais produtivo e o mundo um lugar mais pacífico. Lançamento 08/04

    Sobre Fibras e Gente relata o drama corporativo de uma startup criada do zero no fim da década de 90, com capital restrito e sem experiência anterior na indústria de atuação para fazer frente a grandes empresas já estabelecidads. O livro reúne alguns dos momentos de tensão, dúvida e extrema pressão que as pessoas por trás da empresa viveram entre 1999 e 2015, até tornar a GVT referência no mercado ao protagonizar negócios sem precedentes no cenário mundial de fusões e aquisições. nesta narrativa, o leitor tem acesso aos bastidores da empresa que nasceu, cresceu e ganhou relevância contra todas as probabilidades. Convencida do potencial de desenvolvimento das telecomunicações no Brasil e dos benefícios de promover a competição no setor, a GVT superou desafios aparentemente intransponíveis. Lançamento 28/04

    Eu já fiz o pedido de dois livros, Atenção plena e O sangue do cordeiro, então em breve terá resenhas deles aqui no blog, e comprarei A floresta Encantada porque esse livro é muito lindo né gente, aguardem em breve mais novidades.

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