• Home /
  • Sobre /
  • Contato /
  • Categorias
  • Boneco de Neve!



    Quando uma cantiga triste começa
    E tudo parece estar tão frio

    A neve desaba sobre as casas
    E o vento sopra forte no mês de abril
    Eu me vejo em casa
    Olhando pela janela os bonecos de neve
    E avisto aquela menina bela
    E meu olhar segue o dela
    Todos agasalhados lutando contra a morte
    E eu um menino de muita pouca sorte
    Trancado em minha casa, sem poder sair
    Sem ir aonde eu pense em querer ir
    Mas quando outra canção começa
    E o sol das nuvens sai
    A neve derrete com tanta pressa
    E ela se vai com seus pais
    E então vejo bonecos que se transformam em poças
    Sonhos que se perdem ao soprar do vento
    Talvez não fosse mais um dia de outubro
    Mas era qualquer outro de dezembro
    Enquanto nas belas faces se mantinham um sorriso
    Em minha triste face lagrimas brincavam de escorregar
    E eu ainda tentava correr o risco
    E ficava lá esperando você chegar
    Ate o cd retornava ao começo
    E a 1ª musica triste voltava a tocar
    E lá fora todos ao gelar do frio
    Finalmente voltavas abril
    E mesmo se quando acabar o inverno ela não me leve
    Vou sair lá fora e fazer meu boneco de neve
    Ao lado de seu bonequinho tão risonho
    E quando o sol voltar no verão
    E levar os bonecos ao chão
    Eles vão se unir em uma só poça
    E com isso que meu boneco possa
    Se juntar ao seu
    Se tornando a nossa única e mais bela poça
    Nos mais lindos dos sonhos meu...



    Esse lindo poema é do Matheus Felipe https://www.facebook.com/matheus.felipe.967

    Espero que gostem, pois eu adorei...

    Eu era poesia

    "Josielma Ramos"

    Mergulhei bem profundo,
    Abaixo do oceano e do mundo,
    A procura de quem eu era.

    Achava que me conhecia,
    Assim como tão bem e claramente,
    Conheço minha poesia.

    Acontece que eu estava enganada,
    Minha mente estava tumultuada,
    Um turbilhão em minha volta.

    Julguei ser aquela menina,
    Que escrevia a tão pura e bela poesia,
    Acabei por fim a descobrir que sou apenas eu.

    Pensei ser a pessoa que tão detalhadamente,
    Tão perfeitamente,
    Eu descrevia linha a linha na minha poesia.

    E era...
    Só que mais triste talvez,
    Desconheço mais e mais,
    As mágoas que trago na alma.

    Sangue e Paixão



    "Josielma Ramos"

    Corre pela minha veia,
    Uma emoção esquecida.

    Corre pela minha veia,
    Uma paixão adormecida.

    Corre pela minha veia,
    Um sangue frio.

    Corre pela minha veia,
    Um grande vazio.

    Corre pela minha veia,
    Um sangue que não é meu.

    Corre pela minha veia,
    Lágrimas sofridas.

    Corre pela minha veia,
    A vontade de te ver.

    Corre pela minha veia,
    Meu amor por você.

    A Dor me cansou



    "Josielma Ramos"

    Meu coração foi destruído,
    Por alguém malvado e impiedoso,
    Que não teve pena de me magoar.

    Como o amo,
    E como o amei.

    Jurei me ajoelhar,
    Mas de nada adiantou,
    Meu Deus chega de dor...

    Ele me cansou!

    Florbela Espanca


    Quando estava no colegial me apaixonei por poemas e poesias, gostava muito dos autores Nacionais, tinha uma garota que estudava na minha classe que se chamava Maristela, ela assim como eu era apaixonada por poesia, lembro que a primeira vez que ouvi falar de Florbela Espanca era porque ela estava rabiscando um de seus poemas em seu caderno e me passou o nome da escritora, comecei a pesquisar mais sobre a vida dela, e descobri muito em comum entre eu e seus poemas, essa poetisa é uma verdadeira fonte de inspiração pra mim, vou falar um pouco sobre ela, e postar abaixo o primeiro poema dela que eu conheci.


    Florbela Espanca

    Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
    Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
    Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
    Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
    A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
    Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
    Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
    ***
    Esse foi o primeiro poema dela que eu li.


    Eu ...

    Eu sou a que no mundo anda perdida,
    Eu sou a que na vida não tem norte,
    Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
    Sou a crucificada ... a dolorida ...

    Sombra de névoa tênue e esvaecida,
    E que o destino amargo, triste e forte,
    Impele brutalmente para a morte!
    Alma de luto sempre incompreendida!...

    Sou aquela que passa e ninguém vê...
    Sou a que chamam triste sem o ser...
    Sou a que chora sem saber porquê...

    Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
    Alguém que veio ao mundo pra me ver,
    E que nunca na vida me encontrou!

    Florbela Espanca

    ...


    O Perfume das rosas para mim


    "Josielma Ramos"

    Odeio o cheiro das rosas.

    Odeio o cheiro que elas têm,
    Quando com medo estou,
    Odeio o cheiro,
    Porque sempre que algo de ruim me acontece,
    É o cheiro das rosas que enchem minhas narinas.

    Odeio o cheiro das rosas,
    Odeio porque com o cheiro vem a depressão,
    A escuridão, a tensão,
    Odeio o cheiro das rosas,
    O cheiro que elas têm nos engana,
    É um perfume traiçoeiro.

    São belas e perfumadas,
    Mais cheias de espinhos,
    São coloridas e cheias de vida,
    Mais é meu agouro de morte também.

    Odeio o cheiro das rosas.

    Passarinho cante para mim

    "Josielma Ramos"

    Passarinho,
    Que canta aos meus ouvidos,
    De onde vens?
    Tens ouvido som mais doce, do que seu doce canto?

    De onde vens?
    Vem de longe, cantar só pra mim?
    Ou se perdeu do ninho, e quebrou as assas?

    Passarinho porque não voa?
    Abre as assas e cai no chão,
    Canta passarinho, bem baixinho, só pra mim.

    Canta passarinho,
    Liberte-se da gaiola da opressão,
    Voe e cante, alcance a glória do azul,
    Alcance a liberdade da imensidão.

    Passarinho?
    Quando livre estiver,
    Não se esqueça de mim,
    Que de sua assa cuidou.

    Passarinho livre,
    Cante uma música de liberdade para mim,
    Passarinho,
    Cante e voe para mim,
    Livre enfim.

    ...


    10 Lugares no mundo para você que adora ler

    Não é incomum vermos matérias que trazem as mais belas bibliotecas do mundo, ou algo semelhante. Todavia, é sempre muito bacana, para descobrirmos lugares e marcamos para quem sabe, um dia, visitarmos. Outro lugar, ainda mais famoso, é a biblioteca do Ateneo, em Buenos Aires.
    Vale ressaltar que a lista, aqui, não é, necessariamente por “mérito”, pois “lugar pra ler” é muito subjetivo e pessoal, dependendo de cada pessoa. Você verá que há lugares simples e outros mais refinados. Para todos os gostos. Outros salões, bibliotecas e livrarias tão belas quanto essas, ficaram de fora. Não fique triste, por favor. Comente qual das suas preferidas não estiveram na lista. 
    Em Yale, nos Estados Unidos, a livraria Beineck Rare Book & Manuscript Library está entre as mais belas do mundo. Não é para menos, o local tem cinco andares de prateleiras com milhares de obras da literatura americana e internacional.
    ***
    A livraria Acqua Alta em Veneza, Itália, é um dos lugares indicado na lista para quem gosta de livros.
    ***
    Em Paris, a Shakespeare and Company está no centro da capital francesa e atrai que busca livros raros do escritor inglês.
    ***
    Uma sala de leitura em Praga.
    ***
    A livraria Ateneo, em Buenos Aires. Um antigo teatro foi transformado em livraria, uma das mais belas do mundo.
    ***
    Na Holanda, a livraria Boekenberg foi eleita a mais bonita do mundo. Não é para menos. O local está em uma casa tipicamente holandesa e ainda conta com iluminação natural para os leitores.
    ***
    O designer desta livraria em Pequim, na China, chama a atenção dos amantes dos livros.
    ***
    Em Paris, a biblioteca pública está entre os lugares mais bonitos e aconchegantes para ler um livro.
    ***
    Além da beleza, a Livraria do Congresso, em Washington, Estados Unidos, é um ótimo local para quem pretende fazer pesquisas.
    ***
    A Biltmore House Library, na Carolina do Norte, Estados Unidos, tem um acervo gigantesco de livros raros, além da beleza do local para ler um livro.
    ***







    Pressa

    "Josielma Ramos"

    Tenho pressa de sair daqui,
    Meu tempo é curto e passa depressa,
    Minha paciência é sem limites,
    Quando mais espero,
    Mais me desespero.

    A presa vai consumindo tudo que sou,
    O medo vai consumindo o que me restou,
    A raiva vai consumindo o meu interior.

    Não me encontro nas poucas estradas que me levam a você,
    Não me encontro nas vielas,
    Nem nas ruas,
    Nem nos muros,
    E casas.

    Não me encontro no meio do caminho.

    A presa me consome,
    E nessa pressa de ter pressa,
    Fico presa no tempo,
    Sem pressa de ir embora.

    Quero muito...


    Quero você


    "Josielma Ramos"

    A cada dia fica mais difícil te esquecer,
    Fico louca sem te ver,
    Perco totalmente o controle e não sei o que fazer,
    E como agir,
    Acho que estou morrendo sem perceber,
    Não consigo respirar,
    Não me encontro mais em sonhos,
    Fico triste sem você,
    Tenho que te ver.

    Pecado abstrato

    "Josielma Ramos"

    Tudo é vazio,
    Olho para a parede escura do meu quarto,
    E o retrato no quadro quebrado pisca para mim,
    Meu Deus,
    Que angústia sem fim.

    Tenho medo do escuro,
    É um escuro abafado,
    Quanto mais caminho,
    Mais longa me parece à estrada.

    Quanto mais caminho,
    Mais as trevas se aproximam,
    E a luz se afasta de mim.

    Meu medo é cego,
    Claustrofóbico,
    Melancólico,
    É doente.

    Medo rápido e sagaz,
    Fere mortalmente a pele,
    Como uma adaga de marfim,
    Arrancando furiosamente,
    A mão da gente.

    Mão que comete pecado,
    Pecado proibido,
    Aumentando a libido,
    E evitando o impossível,
    Assim sendo por fim,
    Pecado cometido.

    Vontade


    "Josielma Ramos"

    Sozinha e decidida,
    Desta sorte sai ferida,
    Dessa escolha dura e mascarada,
    Jamais fui alguém amada.

    Na dor da vida,
    Fui astuta,
    Fera bruta,
    Que a morte abate,
    Contra a vontade.

    Heroína discriminada,
    Acusada,
    Sem alma,
    Triste e sozinha.

    A esperar pela vida,
    Que jamais terá um dia.

    Nunca mais


    "Josielma Ramos"

    Nunca mais vou deixar ninguém brincar com meu coração,
    Nunca mais vou deixar ninguém chegar e mudar minha cabeça,
    Nunca mais vou deixar ninguém se meter na minha vida,
    E mudar tudo da noite pro dia.

    Nunca mais vou dar chance pra alguém se aproximar o bastante,
    Nunca mais...
    Nunca mais...
    Nunca mais...

    Fui brinquedo em mãos inábeis,
    Fui quebrada, machucada,
    Por alguém que não sabia brincar.

    Deixada de lado,
    Objeto inútil,
    Imundo.

    Mais dei a volta por cima,
    Fui fortaleza, isolada,
    Sem deixar, nunca mais,
    Ninguém se aproximar.

    Sonhar!

    Não é impressionante o poder que as palavras têm? 
    Particularmente  eu amo ler, escrever então nem se fala, o mais difícil para mim é encontrar inspirações, se é que se pode crer nelas, gosto de escrever o que tenho vontade, o que vem a minha mente, sem seguir nenhuma regra ou roteiro.
    Palavras tão simples e pequenas podem expressar algo imenso e intenso, como o amor ou o ódio, são palavras pequenas que quando usadas de maneira errada podem magoar e destruir, mais se usadas com cuidado podem fazer alguém feliz.
    A palavra que mais vem fazendo parte da minha vida neste momento, é SONHAR, na verdade sempre fez parte, pois sempre fui sonhadora, mais ultimamente tenho pensado muito nisso, sonho com meu futuro, sonho dormindo, sonho acordada, sonho coisas realizadas e que ainda irão se realizar, sonho historias inimagináveis, com personagens criados por mim.
    Sonho o que quero sonhar, e o que quero encontrar, um mundo melhor, de livros, palavras e poesia, um mundo de reis, príncipes, princesas e rainhas.
    Sonho sonhando, sonhar sempre sonhar, sem jamais acordar!

    Aviso da Lua que Menstrua "Elisa Lucinda"

    Moço, cuidado com ela!
    Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
    Imagine uma cachoeira às avessas:
    cada ato que faz, o corpo confessa.

    Cuidado, moço
    às vezes parece erva, parece hera
    cuidado com essa gente que gera
    essa gente que se metamorfoseia
    metade legível, metade sereia

    Barriga cresce, explode humanidades
    e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
    mas é outro lugar, aí é que está:
    cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita...

    Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
    que vai cair no mesmo planeta panela.

    Cuidado com cada letra que manda pra ela!
    Tá acostumada a viver por dentro,
    transforma fato em elemento
    a tudo refoga, ferve, frita
    ainda sangra tudo no próximo mês.

    Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
    é que chegou a sua vez!
    Porque sou muito sua amiga
    é que tô falando na "vera"
    conheço cada uma, além de ser uma delas.

    Você que saiu da fresta dela
    delicada força quando voltar a ela.

    Não vá sem ser convidado
    ou sem os devidos cortejos...
    Às vezes pela ponte de um beijo
    já se alcança a "cidade secreta"
    a Atlântida perdida.

    Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
    Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
    cai na condição de ser displicente
    diante da própria serpente.

    Ela é uma cobra de avental.

    Não despreze a meditação doméstica.

    É da poeira do cotidiano
    que a mulher extrai filosofia
    cozinhando, costurando
    e você chega com a mão no bolso
    julgando a arte do almoço: Eca!...

    Você que não sabe onde está sua cueca?

    Ah, meu cão desejado
    tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
    então esquece de morder devagar
    esquece de saber curtir, dividir.

    E aí quando quer agredir
    chama de vaca e galinha.

    São duas dignas vizinhas do mundo daqui!

    O que você tem pra falar de vaca?

    O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
    VACA é sua mãe. De leite.

    Vaca e galinha...
    ora, não ofende. Enaltece, elogia:
    comparando rainha com rainha
    óvulo, ovo e leite
    pensando que está agredindo
    que tá falando palavrão imundo.

    Tá, não, homem.

    Tá citando o princípio do mundo!

    Consumismo

    Vendo as pessoas dos lugares onde convivo, vejo o quanto o ser humano pode ser materialista, quando eu estava desempregada, tudo era tão diferente, e não de uma maneira ruim, eu não gastava tanto, alias não gastava nada, minha vida espiritual estava nas alturas, pois quando se vive assim a pessoa não fica tão obcecada por dinheiro.
    Depois que comecei a trabalhar, tudo piorou, não de uma maneira ruim, é ótimo ter minha independência financeira sem depender de mãe, pai ou marido, mais a parte ruim é os gastos excessivos, eu odeio o fato dessas lojas que fazem cartão que só podem ser pagos na própria loja, porque quando você vai ate a loja pagar está sujeito automaticamente a comprar mais, aumentando assim sua já tão enorme dívida, pense é impossível você entrar em uma loja qualquer que for e não comprar nada, eu mesma fico cega diante de tanta coisa linda que alias muitas vezes nem são do meu tamanho, e só por causa da cara de desafio da vendedora (sim desafio! Tipo duvido você entrar nesses jeans!...) E ai você fica com tanta raiva que acaba levando o maldito jeans que além  de não servir em você esta muito acima do seu orçamento, alias um jeans que você jamais poderia ou deveria comprar, e quando a fatura chega, você não tem dinheiro e só pode pagar o mínimo, que merda por que existe isso de pagar o mínimo? Se você sabe (e a loja também) que se você pagar o mínimo no próximo mês vai vir praticamente o dobro de juros, no fim aquele jeans no seu guarda roupa que você nunca usou e que sabe que nunca ira usar (porque é preguiçosa demais pra ir malhar ou fazer uma dieta) vai sair mais caro do que se você tivesse comprado 30 jeans do seu tamanho e pagado a visto, ai você teria poupado dinheiro e estaria muito mais bem vestida com a roupa adequada do seu tamanho.
    Mais como é possível fazer isso hoje em dia, porque todo lugar que você vai sempre tem uma placa enorme de promoção, liquidação, e suas amigas ficam dizendo “vamos só dar uma olhadinha” ou “ficou lindo em você, acho que deveria comprar” “COMPRAR” palavra maldita...
    Deve ser coisa feita por alguma seita maluca, que adora o monstro do consumismo e esta a procura de mais e mais adeptos desvairados e viciados em shoppings.
    O que vou fazer para acabar com meu vicio em compras eu ainda não sei, mais já estou tomando minhas providencias... E você oque vai fazer?

    Desabafo

    Esse é um pequeno texto que escrevi há um tempo atrás e que gosto muito, pode ter ficado meio deprimente, mais é assim que gosto dos textos que escrevo!



    Minha vida vai se deteriorando pouco a pouco, me pergunto como cheguei nesse ponto, como deixei isso acontecer, e se a culpa de estar assim é realmente minha.
    Tento encontrar explicação, porque não é possível que minha vida esteja se esvaindo tão depressa por entre meus dedos, sem que eu possa fazer nada para mudar o rumo da situação, tento gritar mais tudo que ouço é um gemido rouco e fraco de uma voz que um dia já foi forte, alta e estridente, lágrimas percorrem meu rosto, e nada as param, tento enxuga-las, as fazer pararem, mais novas brotam nos cantos de meus olhos.
    Sinto-me nua, uma pessoa crua, uma tela vazia, sentimentos escassos, um objeto inanimado, a única forma de comunicação são as palavras que ninguém pode me tomar, isso não, isso me pertence, é meu por direito, meu... Será mesmo ou só estou tentando me convencer? Não, tenho certeza! Isso é meu... Um prazer só meu, e sendo assim talvez eu ainda tenha algum controle sobre minha vida medíocre!

    FUI TOLA DE PENSAR QUE NADA PODERIA DAR ERRADO!

    Tem uma música que gosto muito, é que ela me faz pensar cada vez que a escuto, sou muito fã de "Lily Allen" e amo as músicas dela, mais a minha favorita é 22...vou escrever a tradução dela para que vocês possam entender um pouco do que eu estou falando.
    22
    "Lily Allen"

    Quando ela tinha 22 anos, seu futuro parecia brilhante
    Mas agora já tem quase 30, e está fora toda noite
    Vejo aquela feição em seu rosto e nos olhos, aquele olhar
    Ela se pergunta como chegou aqui e quer saber o porquê

    É triste mas é verdade o que a sociedade diz
    Que sua vida já acabou
    Não há nada a fazer e nem nada a dizer
    Até que o homem dos seus sonhos apareça e a coloque nos ombros
    Parece tão impossível nos dias de hoje

    Ela tem um bom emprego, mas não é uma carreira
    Sempre que ela pensa nisso, começa a chorar
    Tudo que ela quer é um namorado
    Mas só consegue noitadas
    Ela pensa "como vim parar aqui"
    "Estou fazendo tudo que posso"

    É triste mas é verdade o que a sociedade diz
    Que sua vida já acabou
    Não há nada a fazer e nem nada a dizer
    Até que o homem dos seus sonhos apareça e a coloque nos ombros
    Parece tão impossível nos dias de hoje

    É triste mas é verdade o que a sociedade diz
    Que sua vida já acabou
    Não há nada a fazer e nem nada a dizer
    Até que o homem dos seus sonhos apareça e a coloque nos ombros
    Parece tão impossível nos dias de hoje.

    A parte que realmente me faz pensar é, quando tinha 22 seu futuro parecia brilhante, mas agora já tem quase 30...
    No dia 1º de janeiro farei 24 anos, todo ano é a mesma coisa, virada de ano, aniversário, lágrimas...
    Tenho sonhos e muitas vontades, sempre começo o ano com lágrimas por estar ficando mais velha, isso desde os 15 anos, talvez seja medo de crescer, talvez seja medo das poucas opções que escolhi na vida (me refiro a profissional), todo ano decido começar a faculdade, mais sempre tenho dúvidas sobre o que cursar, gosto de muitas áreas, mais as pessoas no meu ouvido dizendo faça isso, faça aquilo, a necessidade da aprovação dos meus pais e as criticas de alguns membros da família, minhas irmãs mais novas que já estão quase se formando, tudo parece uma grande pressão, me sinto prestes a explodir, não estou colocando a culpa de minhas escolhas em cima de ninguém, mais é que sempre tentei ser a filha perfeita, porque era isso que meus pais queriam, e quando pela primeira vez na vida fiz uma escolha minha, fui bombardeada por criticas, fazer o que? A vida não é perfeita, (tá isso ficou meio clichê rsrsss).
    O que estou tentando dizer, e como a música já diz, é que estou envelhecendo, amadurecendo e vendo as coisas acontecerem, o futuro brilhante que eu tracei pra mim não é mais o mesmo, meus sonhos ainda são os mesmos, mais não são mais prioridade, não porque eu não queira, mais é que crescer nos obriga a ter certas responsabilidades.
    É que cheguei em um ponto da minha vida que já estou tão farta e sem inspiração, meu espirito está inquieto em um vôo sem fim, só quero que o passado seja o som de meus pés no chão  a procura da próxima aventura sem me preocupar com os problemas e com o que os outros vão tentar ou pensar.

    Obs: texto escrito em dezembro de 2012

    Saudades e boas lembranças

    Vó Mariquinha faleceu, triste eu sei, já esperávamos por isso há muito tempo, pena que não tive a chance de revê-la novamente, a alguns meses atrás até escrevi um poema sobre minha cidade natal, e falava da minha avó no poema e da saudade que para mim era estar longe dela, infelizmente não tive a chance de encontra-la, pois antes mesmo que eu pudesse ter condições de ir vê-la aconteceu o triste ocorrido, mais até que me faz bem pensar nela, fico lembrando da minha infância que foi muito feliz, nas vezes que ela junto com a vó Edite vieram me visitar, as historias que ela me contava, a primeira que ela me contou e que eu lembro foi a de Ali baba e os quarenta ladrões, eu nem conhecia essa história, hoje paro e penso como uma senhora analfabeta de quase 80 anos do sertão do Piauí aprendeu essa história, não sabia ler, em sua casa não havia energia elétrica  nunca assistiu televisão, nem tinha livros em sua casa, morava e trabalhava na roça, e viveu assim até sua morte, na certa ouviu alguém contar, mais para uma senhora idosa, sua memória era incrível até que adoeceu, mais não vou entrar em detalhes sobre a doença, o que quero mesmo é falar é de uma história que eu adorava quando ela me contava, era mais ou menos assim:


    Havia uma menina linda que era muito amada pela mãe, todas as noites sua mãe lhe penteava os cabelos, um dia o pai ficou viúvo . A vizinha tanto fez para agradar a criança que ela terminou implorando ao pai que casasse com a bondosa mulher. Desconfiado, o pai advertia a filha: Agora ela te dá mel; mais tarde te dará fel. Mas a menina implorou tanto que o homem aceitou o casamento.
    O pai fazia viagens e deixava a menina entregue à madrasta, que logo botou as unhas de fora. Atrás da casa havia uma figueira, e ela obrigava a menina a tanger os passarinhos, para não picarem os frutos. Se um único figo aparecesse estragado, sobrevinha um castigo terrível. Até que um dia a madrasta resolveu desfazer-se da menina e a matou e enterrou-a num buraco. No lugar cresceu um enorme capinzal e quando um dia o irmão foi cortar o capim e ouviu uma canção:

    Meu irmão,
    não me corte o cabelo
    minha mãe me penteava
    minha madrasta me enterrou
    pelo figo da figueira
    que o passarinho bicou.
    Xô passarinho da figueira de meu pai!

    Numa das raras vezes em que o pai se encontrava em casa e deu pela falta da filha, o irmão pediu que ele escutasse a estranha voz. Cavaram a terra e encontraram a menina muito fraquinha, mas ainda viva. O homem puniu a esposa cruel amarrando ela em um cavalo e tocando fogo nas partes intimas do pobre animal, dizem que o cavalo está correndo até hoje.

    Eu amava essa história, acho ela meio macabra, como a garota morre e depois volta viva, e canta embaixo da terra, têm também a violência contra a mulher e a crueldade com os animais, mais foi assim que cresci ouvindo essas histórias doidas da minha avó, isso não definiu meu caráter e não me tornou uma pessoa violenta, só me traz maravilhosas lembranças e recordações dos  poucos momentos que tive com minha avó, já faz uns dois meses que ela faleceu, não tenho muitos arrependimentos na minha vida, mais um dos poucos é de não ter ido vê-la quando tive a oportunidade, a última vez que a vi eu tinha uns 13 ou 14 anos, hoje estou com 24 anos, agora convivo com a dor da perda, mais estou feliz porque agora ela já não sofre mais, pois era triste saber que ela sentia dor, tento remediar a dor escrevendo em sua homenagem, mais claro que mesmo que eu escrevesse um livro sobre ela não diminuiria a culpa e dor que sinto, “Desculpe vó Mariquinha”

    Nota sobre o futuro que planejo para esse blog.

    Sei que esse deveria ser um blog sobre poesia, mais é que ele se tornou mais que isso para mim nos últimos tempos, minha ideia inicial era apenas mostrar meu trabalho como poetisa e nada mais, mais a minha paixão por leitura me levou além, quero fazer muito mais com esse espaço, quero mostrar minhas aventuras pelos mundos mágicos que frequento de além da minha imaginação, poucos sabem mais não escrevo apenas poesia, também escrevo contos, crônicas e tento finalizar meu primeiro livro, um sonho ainda não conquistado, mais não tão fora do meu alcance, e além disso esse blog se tornou um pedacinho de mim, meus poemas são a minha vida, minha maneira secreta e pessoal de desabafo, em breve postarei mais um pouco sobre o rumo que planejo para esse blog, até mais.


     
    Copyright © Como vejo o mundo | Blog | Todos os direitos reservados | Desenvolvimento por VR DESIGN :: VOLTE AO TOPO