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  • Então é Natal...

    O natal perdeu o sentido que tinha, quando eu era criança meus pais convidavam todos os vizinhos para a ceia de Natal, todos se reuniam no salão da minha casa, cada um trazia um prato de comida, traziam seus filhos, brincávamos, dançávamos, comíamos muito, juntávamos todas as crianças e íamos dar uma volta no bairro sempre passando pela rua de cima, fazíamos amigo secreto e trocávamos presentes, hoje em dia os mesmos vizinhos não se falam mais, as crianças cresceram se mudaram, o fato é que nada mais é como antes, o mundo está em constante rotação, tudo muda, nossa vida muda, nossas prioridades são outras e as vezes é difícil acreditar que algo tão mágico em nossas infâncias possa se perder simplesmente por que você cresceu, (A verdade é que eu queria passar meu natal em Hogwarts) meus natais ainda são incríveis e hoje em dia tem um novo sentido para mim, pois há pessoas novas que apareceram na minha vida nesse meio tempo que foi crescer, e são essa novas pessoas que deram sentido a minha vida, essas pessoas sabem quem são por isso não é necessário citar nomes.

    Então como foi o seu Natal?
    E como estão suas resoluções do ano que passou ?
    Algo ainda faz sentido no seu natal?

    Presentes, Natal, Ano Novo e meu aniversário !

    Chegando os meses de comemoração para todo mundo, pois é meu aniversário está chegando também, dia 1º de Janeiro, sim no ano novo, francamente quando criança eu odiava essa data, e nunca gostei de comemorar aniversários, sou meio traumatizada e aniversário para mim é um dia de muito azar, igual a sexta-feira 13, ou talvez eu seja apenas a pessoa mais azarada do mundo, pois toda véspera de ano novo quando estava toda família reunida  pra comemorar mais uma virada de ano, sempre acontecia alguma coisa, a última vez que eu lembro foi eu cruzando meu nariz na testa da minha irmã mais nova, o que me fez sangrar quase até a morte (Tudo bem, exagerei, não até a morte, mas que era muito sangue, era).
    Hoje em dia eu não ligo muito, pra mim é só mais um dia qualquer, ninguém nunca lembra mesmo, a não ser a minha mãe rsrss (O que é a obrigação dela, já que ela me pós no mundo, a não ser que eu seja adotada, porque as vezes ela esquece também :o ).
    Mas esse ano fiquei feliz por um simples gesto do meu marido lindo, que já antecipou meus presentes, sim, ele que me disse que nunca gastaria dinheiro me comprando livros, e me deu logo 6 de uma vez, e disse (_Já é de natal, ano novo e aniversário!).
    Tudo bem né, que seja de tudo de uma vez, só o fato de alguém me presentear já é o máximo, e não sendo roupas que era o que eu sempre ganhava das minhas tias (Não estou reclamando, elas tinham muito bom gosto), mas não me dão nem roupas hoje em dia rsrss.
    Bem aqui estão eles, meus presentinhos maravilhosos, (E obrigada amor!)


    Onde mora o coração!

    Baixa da Figueira, 
    Piador,
    Bica.

    São os nomes dos lugares onde vivi minha pré infância,
    Lugares que eu nem saberia que existiam se meus pais não me tivessem falado,
    Os lugares de onde fui separada quando ainda nem tinha idade para entender onde mora o coração,
    E o meu está nesses lugares,
    É tão bom estar de volta, revendo velhos amigos, 
    Parentes há muito esquecidos,
    Meus avôs ainda vivos e os túmulos dos que já partiram,
    Um lugar tão bom de morar, queria fugir pra cá,
    Mas a parte triste dessa história é que me mudar pra cá não dá,
    Meu coração vive no Piauí mais em São Paulo plantei minha raiz,
    Tantas coisas inacabadas,
    tantos planos ainda pela metade,
    As vezes me dá uma vontade de largar tudo lá,
    Só pra aqui com minha avó estar.

    Da minha Janela eu via a Baixa da Figueira, acordar e ver um lugar
    tão grande assim e pensar que naquele momento aquela vista inteira
    é só pra você.
    Escrevi esse pequeno texto quando fui visitar minha avó no Piauí, tinha até me esquecido dele, hoje eu estava olhando alguns blocos de anotações e encontrei ele, ainda está imperfeito e rústico, mais ainda assim me deu uma vontade de postar, falar das minhas raízes nordestinas sempre me dá uma sensação de liberdade, espero que gostem do texto.

    A vida que não tive!

    A imagem está ruim porque a foto é antiga e é foto da
    foto,o garoto na foto é meu pai aos 10 anos e a mulher
     é minha Avó Mariquinha, que faleceu ano passado,
    minha mãe dizque ela adotava as crianças e a
    Vó Edite é quem tinha o trabalhode cuidar rsrss.
    Algum tempo atrás, bem antes da minha avó morrer escrevi um poema sobre rever a cidade que eu nasci, fazia 13 anos que eu não ia lá, sendo que só fui duas vezes na minha vida umas aos 4 anos de idade e outra aos 11, e agora uma terceira é claro por que finalmente pude ir este ano, mais infelizmente a única coisa que pude ver da minha avó foi seu túmulo, para entenderem um pouco meu pai é filho adotivo, os pais dele morreram quando ele ainda era criança quando tinha uns 10 anos, então três irmãs que nunca se casaram o adotaram, a mais velha se chamava Júlia, a chamávamos de Vó Julinha, faleceu quando eu tinha 4 anos, a segunda se chamava Maria Adelaide, chamávamos de Vó Mariquinha, essa é a que faleceu ano passado e ainda nos resta a Vó Edite não sei por quanto tempo mais espero que seja por muito, não escondo de ninguém que ela é minha avó favorita, assim como ela também não esconde das minhas irmãs que sou a neta favorita dela, não é sendo convencida, mais cresci com ela falando isso rsrss, mais a verdade é que eu amava todas as três mães do meu pai,  ao todo elas criaram 6 crianças, mais não todas ao mesmo tempo tanto que a mais nova tem por volta de 17 anos e uma de 20 mora com ela ainda , meu pai já tem mais de 50, e ela ainda ajuda essa de 20 a criar o filho de 10 meses, creio que o amor por criar filhos que não são seus a torna forte apesar de ser uma senhora pequena de 39 kilos apenas, que acorda as 5 horas da manhã todos os dias no calor forte do Piauí para buscar água e cuidar das criações de cabras, que faz todos os serviços de casa com um sorriso no rosto e que faz aquela comidinha caseira que eu sentia tanta falta, matei a minha saudade de revê-la e rever a cidade em que nasci.
    Quando ao titulo desde post "A vida que não tive", eu me refiro ao fato de até meus 1 ano e 10 meses a Vó Edite ter cuidado de mim, e quando meus pais vieram para São Paulo construir uma vida melhor me trouxeram junto com eles, não estou reclamando, meus pais me deram uma base pra vida, me deram tudo que não poderiam dar se ainda morassem lá, a maioria das garotas lá se casam aos 14 anos, por ser bem interior não se tem muitas oportunidades de trabalho que não sejam na cidade e são poucos os que se formam, minha mãe e meu pai deram a mim e minhas irmãs mais do que podemos agradecer, mas eu ainda imagino sobre a vida que não tive, como seria se eu ainda estivesse lá, estaria casada e com muitos filhos, ou me apegaria apenas a cuidar da minha avó que tanto fez por tantos? isso nunca vou saber mais eu posso dizer que me sinto feliz, completa e super sortuda por ter tido 7 avós ao todo.
    Aqui ela me levou para visitar a antiga casa dela, a casa que eu conheci quando tinha 11 anos,
    agora só resta os escombros, mais mesmo assim deu pra matar a saudade, as árvores continuam
    do mesmo jeito.
    Ela amamentando um cabritinho que não conseguia mamar na mãe, infelizmente ele
    morreu no dia seguinte, minha avó disse que já sabia que ele ia morrer, ela me disse:
    _Eu os alimento antes de morrer por que não quero que morram de barriga vazia!
    Vó Edite
    Vó Edite entre os túmulos de suas irmãs, no nordeste é a coisa mais comum tirar foto de pessoas mortas ou ao lado dos túmulos, á esquerda túmulo da Vó Mariquinha e á direita túmulo da Vó Julinha.
    Vó Edite segurando seu bisneto Breno, ela criou a Vó dele, a Mãe e agora ele.
    Para relembrar o poema que eu escrevi vou deixar ele aqui:

    SAUDADES

     "Josielma Ramos"

    Simplício Mendes,
    Será que um dia voltarei a te ver?
    Terra onde nasci,
    E onde tão pouco pisei.

    Será que ainda subirei em uma arvore de cajá?
    No meio do mato
    Em seu solo tão árido.

    Será que voltarei a ver meu avô e minhas avós?
    Os tios que por lá deixei,
    Primos desconhecidos.

    Será que ainda irei me banhar lá no pinga água?
    Não, na seca secou,
    E não pinga mais nem uma gota.

    Será que ainda verei,
    Palmas e árvores de favela,
    Tão difíceis de apanhar,
    E as galinhas no mato,
    E as ovelhas e cabras no pasto seco?

    Será que ainda correrei,
    Daquela vaca que eu provocava,
    Quando tentava chegar perto do bezerro?

    Será que ainda verei,
    Meu avô matando cabra,
    Para a fome matar?
    Verei ele lá na roça,
    O sustento plantar?

    Será que ainda sentirei o cheiro dele?
    De cachimbo, pinga, suor e terra.
    E da minha avó,
    De fogão de barro e lenha.

    Ainda verei,
    O burrinho empacar na estrada de areia?
    E na areia as lagartas verdes,
    Lentamente a correr.

    Será que ainda verei,
    Minha avó doentinha?
    Aquela que o médico disse,
    Não haver mais cura.

    Verei a árvore de juá?
    Na frente da casa de Dona Aniza,
    Que medo de cobra tinha.
    E ficava na cadeira de balanço,
    Proseando com vó Edita.

    Verei minhas amigas de infância?
    Aquelas a quem ensinei amarelinha,
    Aquelas que me ensinaram a brincar de roda,
    Que comigo corriam entre arbustos no mato,
    A roubar os ovinhos dos passarinhos.

    Será que ainda verei o centro da cidade?
    Onde todo domingo,
    Minha avó me levava para tomar sorvete.

    Verei os ônibus de viagem,
    Levando o povo para outra cidade,
    Com aperto e saudade,
    Por deixar a terra amada.

    Talvez eu vá embora,
    E verei olhos que choram,
    E mãos acenando,
    Dando-me adeus.

    Talvez eu volte,
    Com saudades no peito,
    E uma vontade veloz,
    De ali plantar minha vida,
    De ali rever minha família.

    Essa foto tirei da janela do ônibus no dia de nossa partida,
    ela resume bem o penúltimo verso do meu poema,
    "Talvez eu vá embora,
    E verei olhos que choram,
    E mãos acenando,
    Dando-me adeus."
    Espero que tenham gostado desse post, pois fiz com muito carinho, falar da minha família nem sempre é fácil pra mim, mais eu amo contar a minha história e tenho orgulho das minhas raízes nordestinas.

    Até o próximo!

    A Dor

    "Josielma Ramos"

    Cada poema que escrevo é dor...
    Cada palavra que escrevo é dor...
    Dói segurar a caneta,
    E as vezes um erro é cometido.

    Mais então porque continuo a escrever?
    Porque continuar com essa tragédia?
    Porque essa dor é o que me faz viva,
    E essa dor você nunca vai entender!

    Voltei com muitas saudades e uma mala de histórias para contar!

    Duas semanas depois e quase perdendo o avião na ida finalmente cheguei em casa, realizei um sonho de criança que era visitar o Piauí terra em que nasci, mais nunca morei pois vim morar em São Paulo com 1 ano de idade, essas duas semanas foram incrivelmente compensadoras, conheci familiares que não conhecia, revi amigos que só tinha visto a 13 anos atrás, fiquei perto de animais, perto da natureza e até mais perto de Deus, dizem que o nordeste é seco sem vida, um lugar esquecido por Deus, mais é onde as pessoas são mais simples e apegadas a ele, aqui em São Paulo temos tudo, temos luxo e não agradecemos o bastante, lá no nordeste por mais seco que seja a vida insiste em fluir, tenho muita coisa pra contar e apenas um post não vai caber tudo que quero contar, então aguardem que até a próxima semana contarei tudo sobre a viagem, sobre os incidentes, sobre meus pais terem deixado suas malas pra trás por causa do trânsito de São Paulo na ida e sobre termos perdido o avião na volta e termos que voltar de ônibus rsrss, 3 dias de viagem mais serviu para nos reaproximar mais, então é isso galera aguardem pelos próximos posts, vou deixar aqui algumas fotos da minha viagem, espero que gostem.










    A PRIMEIRA DEPILAÇÃO

    Texto retirado da internet, não tinha nome de autor se alguém souber me avise para dar os créditos!



    "Tenta sim. Vai ficar lindo."

    Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. 

    Mas  acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer,  porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava  que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

    - Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

    - Vai depilar o quê?

    - Virilha.

    - Normal ou cavada?

    Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

    - Cavada mesmo.

    - Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?

    - Ok. Marcado.

    Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.

    Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona.

    Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.

    Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. 

    Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

    - Querida, pode deitar.

    Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.

    Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas.

    Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era

    O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

    - Quer bem cavada?

    - é... é, isso.

    Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

    - Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.

    - Ah, sim, claro.

    Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

    - Pode abrir as pernas.

    - Assim?

    - Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

    - Arreganhada, né?

    Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

    Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.

    Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.

    Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

    - Tudo ótimo. E você?

    Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope.

    Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.

    Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas. 

    - Quer que tire dos lábios?

    - Não, eu quero só virilha, bigode não.

    - Não, querida, os lábios dela aqui ó.

    Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

    - Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

    Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

    - Olha, tá ficando linda essa depilação.

    - Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

    Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta".

    Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

    - Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?

    - Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

    Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la.

    Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

    - Vamos ficar de lado agora?

    - Hein?

    - Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

    Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

    - Segura sua bunda aqui?

    - Hein?

    - Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

    Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava De cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

    - Tudo bem, Pê?

    - Sim... sonhei de novo com o cú de uma cliente.

    Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cús por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera.

    Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.
    Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

    - Vira agora do outro lado.

    Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

    - Penélope, empresta um chumaço de algodão?

    Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
    Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

    - Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

    - Máquina de quê?!

    - Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

    - Dói?

    - Dói nada.

    - Tá, passa essa merda...

    - Baixa a calcinha, por favor.

    Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

    - Prontinha. Posso passar um talco?

    - Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

    - Tá linda! Pode namorar muito agora.

    Namorar...namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.

    Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda,  protestar contra isso.

    Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.



    De Malas Prontas


    Se já leram alguns de meus Poemas ou Posts anteriores aqui no blog devem saber que minha maior vontade é conhecer a cidade onde nasci, podem encontrar eles aqui >>>Saudades e boas lembrançasSaudades.
    Enquanto uns sonham em conhecer o mundo a fora, no momento eu me contento em conhecer um pedacinho desse Brasil, (Não que eu não queira conhecer o mundo...eu quero...e quero muito), mais no momento quero mesmo é ver a cidade onde nasci e só tive duas oportunidades de visitar, uma aos 4 anos de idade e outra aos 11 e convenhamos eu não podia ir muito longe sem a minha mãe nessas idades, mais agora aos 24 acho que já sou bem grandinha para explorar o lugar e ver tudo que meus olhos não tiveram chance de captar.
    Não me lembro de muitas coisas, mais as lembranças que tenho de lá são maravilhosas, as pessoas tem o hábito de discriminar quem nasce no nordeste e vem pra São Paulo, ou mesmo as pessoas que vem de lá esquecem as raízes e sentem vergonha do lugar de onde veio, meus país vieram em busca de uma vida melhor para as filhas e para eles, e graças a Deus tiveram sucesso nisso, talvez por de fato nunca ter conhecido bem o nordeste e os meus país sempre falarem de lá com muito carinho eu tenha tanto orgulho de ter sangue nordestino, muitos não acreditam por causa do meu sotaque paulista, mais querem o que né? vivi minha vida toda aqui em São Paulo.
    Estou tão feliz por essa viagem, nunca tive a oportunidade de voltar lá por estar sempre trabalhando, aquela história, quando se tem dinheiro não pode ir, e quando se pode ir não tem dinheiro, dessa vez consegui ter o dinheiro e tempo livre pra ir, só sinto remorso por não ter sido antes da minha avó falecer, mais com certeza passarei para visita-la em seu tumulo.
    Bem é isso galera, foi meio que um desabafo rsrss, e essa viagem era uma das coisas em minha lista do Projeto 101 em 1001, esse será o 5º item realizado da minha lista, postarei as melhores fotos da viagem quando eu voltar, espero que gostem.

    Beijos

    Ao som de Villa Lobos

    Ontem foi um dia especial, passei o dia em família no parque Villa Lobos, morando em São paulo desde criança tenho que confessar que foi a primeira vez que estive no parque, uma vergonha eu sei, mas antes tarde do que nunca rsrs.
    Andamos de bicicleta, subimos em árvores, li para as crianças, tudo isso com direito até a piquenique, foi um dia ótimo e o novo horário de verão ajudou um pouco.



















    Tivemos um dia ótimo!


    Semanas incríveis

    Bem como o titulo sugere, minhas últimas semanas tem sido incríveis, tenho saído bastante, mais do que o de costume, pois não sou muito de sair de casa, isso era um dos itens no meu projeto 101 em 1001, e que já coloquei em andamento junto com mais alguns, por enquanto meus passeios tem sido bem calmos e boêmios como tardes no shopping, ou passeios pela cidade, passar o dia com minha família, sair com meu marido ou até andar de bicicleta, semana passada fui ao cinema assistir Tá chovendo Hambúrguer 2 (Não foi minha escolha de filme rsrss, nunca assisto desenhos no cinema, mas até que foi bem divertido), enfim antes da seção começar, em frente ao cinema havia um palco montado para eventos da semana das crianças, e qual foi a minha surpresa quando vi que o show de abertura dos eventos seria o cantor Toquinho, poderia ser mais perfeito? já falei aqui em um post anterior sobre a minha paixão platônica por Vinicius de Moraes, e Toquinho por algum tempo compôs e trabalhou ao lado dele (Entendam isso é o mais perto que eu chegaria de Vinicius de Moraes,  bem isso e o fato de no primeiro Sarau que fui ter conhecido um amigo próximo de Vinicius de Moraes).
    O melhor é que tinha pouca gente e podíamos ficar bem pertinho do palco, tirei algumas fotos dele, mais não ficaram muito boas devido a claridade do ambiente e o fato de eu estar apenas com a câmera do Blackberry.

    Colocarei aqui algumas fotos dessa minha semana incrível:
    "Teve aniversário do meu marido lindo"

    "Essa foto eu tirei no caminho da casa da minha sogra, já devo ter
    dito que vacas são meus animais favoritos, eu fiz meu marido parar a moto
    só pra registrar essa imagem"
    "Teve aniversário da Bruna sobrinha do meu marido"
    "Passei um tempo com minhas sobrinhas, Sophia e Júlia"
    "Essa foto também tive que fazer meu marido parar a moto, (eu faço muito isso,
    ainda bem que ele não fica bravo) A cidade da foto é Santana de Parnaíba,
    a cidade em que vivo.
    "Essa foto tirei no shopping tamboré, fiquei do ladinho do palco,
    a imagem não tá muito boa por causa do celular, mais
    ficou melhor do que pensei que ficaria, a voz de Toquinho
    é mais linda ao vivo"
    Pois é galera esse é o resumo das minhas últimas semanas, espero que tenham gostado, e a semana de vocês tem sido incríveis? me contem um pouquinho dela.

    Dia Boêmio

    Hoje fui passear no shopping com minha irmã mais nova Priscila e minha sobrinha de 3 meses a Júlia, que dia maravilhoso, fizemos as coisas que eu mais adoro, almoçamos Sushi, fomos na livraria Saraiva e a tarde tomamos café no Starbucks...dia perfeito.

    Foto ridícula que minha irmã tirou de mim, 
    "Priscila desculpe mais você é uma péssima fotografa".
    Priscila e Júlia, 
    "Priscila vê se aprende, é assim que se tira fotos rsrss".
    Minha nova aquisição.
    Dia Perfeito!


     
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