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    "Josielma Ramos"

    Sou uma nascida livre,
    Das dores do passado me libertei,
    Das angustias já vividas,
    Mais forte me tornei.

    Sou poeta,
    Em berço sem luxo nascida,
    Nas mãos da vida apanhei,
    Nas assas dos anjos fui salva,
    Redimida.

    Fui a culpada liberta,
    Dos pecados castigados,
    Livre de culpa e dor.

    Fui flor do jardim secreto,
    Entregue ao peito do amado,
    Com espinho a lhe rasgar a própria pele.

    Fui chuva, fui sol,
    Primavera,
    Já fui outono.

    Eu sou sem ser,
    Um alguém,
    Alguma coisa,
    Outro alguém,
    Talvez uma moça, talvez o riso.

    Que eu seja a alegria,
    Sorriso estampado no rosto,
    Que eu seja sua lagrima perdida,
    A perdurar a noite toda.

    Que eu seja a que perde,
    Pra ter um dia,
    Que eu seja a que ganhe,
    Pra ter mais uma noite.

    Que eu seja a que sofre,
    Pra te ter feliz,
    Que eu seja a que morre,
    Pra te ter enfim.

    Encontro de poetas desde Sabádo

    O encontro de ontem foi maravilhoso, tinha rostos já conhecidos, e rostos novos, todos grandes apreciadores de poesia, e alguns que acabaram se apaixonando por ela, o encontro aconteceu no Instituto SufrutoverdeusS no centro histórico de Santana de Parnaíba.
    Fotos que tirei do encontro de ontem:



    Aqui o seu Waldemar, o nosso simbolo do movimento poético.

    Aqui estou eu me preparando para ler um de meus poemas, eu li, "Misteriosa"


    O próximo encontro será no dia 12 de maio no Instituto SufrutoverdeuS, as 14:00 hrs no centro historico, e é aberto ao público, todos amantes de poesia, estão convidados para participar....

    Dia difícil

    "Josielma Ramos"

    Estou em um dia amargo,
    Tenho tido dias assim,
    Desde que descobri,
    Que não posso dar tudo de mim.

    Minha segurança está perdida,
    Não tenho onde me apoiar,
    Tento seguir meu caminho,
    Nem sei por onde começar.

    Perdida e sozinha,
    Tento encontrar meu lugar.

    É um dia estranho,
    Não faz sol,
    Não faz calor,
    É um dia frio,
    Tento escapar dessa dor.

    Me sinto incapaz,
    De sentir tanto amor,
    Talvez eu seja culpada,
    De toda essa dor.

    Quero acordar,
    Nos braços de quem me ama,

    Me sentir a mulher mais feliz do mundo,
    Não quero acordar e ver,
    Que tudo não passou de um sonho.

    Quero acordar e me sentir amada,
    Não quero acordar em um ninho vazio,
    Me sentindo humilhada,
    Olhando para o chão desolada,
    Indo em busca de uma cidade iluminada.

    Sonhos impossiveis


    "Josielma Ramos"

    É triste...
    Querer te dar o que mais deseja e não poder,
    Você diz que não importa,
    Mais eu sei o que você sente.

    Seu desejo é o meu,
    O seu sonho é o meu,
    Sentimos a mesma dor,
    Mais temos medo de falar,
    Me sinto vazia,
    Sozinha.

    Minha vida tornou-se escuridão,
    Escrava do meu medo,
    Não enxergo o futuro,
    Vai se desfazendo,
    Como areia entre os dedos.

    Não me odeie por pensar assim,
    Não me odeie pelo meu medo ou dor,
    Me odeie por não poder te dar,
    Aquilo que deseja,
    Eu não sou mais eu.

    O que irá me completar,
    Só se o sonho se realizar,
    Quem sabe um dia,
    Às vezes tenho dúvida,
    Às vezes medo,
    Dia a dia vai passando,
    E a dor aumentando.

    Ferida

    "Josielma Ramos"

    Oca e vazia...
    Sem vida.

    Essa sou eu,
    Vivendo a beira da loucura,
    Vivendo assim,
    Sozinha.

    Os meus sonhos te dei,
    Minha vida a você eu dei,
    Tudo aquilo que era meu,
    Agora é seu.

    E mesmo assim,
    Não é o bastante,
    E talvez nunca seja.

    Os meus sonhos morrem,
    Pouco a pouco se vão,
    Meus desejos morrendo,
    Assim como meu corpo,
    Meus olhos e minha vida.

    Talvez seja castigo,
    Por erros que cometi,
    Talvez seja castigo,
    Por coisas que falei.

    O destino é cruel,
    Não te revela o que há por vir,
    Fica sempre a espreita,
    Esperando você se ferir.

    Mágoas de poeta

    "Josielma Ramos"

    Gosto de escrever...

    Na verdade eu amo escrever,
    É um sentimento único e vivo,
    Mais não gosto de escrever qualquer coisa,
    Nem sobre qualquer coisa.

    Tenho um eu poético,
    Que habita um lugar isolado,
    Difícil de chegar.

    Um eu poético,
    Que odeia palavras falsas e vazias,
    Que odeia poesia fingida,
    Aquela poesia que demonstra a alegria que não se sente.

    O poeta pode fingir a dor,
    Mais não pode fingir a alegria,
    Não pode fingir um sorriso,
    Não pode fingir o amor.

    O poeta é o causador da dor,
    E da dor sofredor,
    Ele ama, chora, escreve e morre,
    Ele se acaba em mágoas.

    Sozinha

    "Josielma Ramos"

    Mais um dia se passou,
    E fico a esperar aqui,
    Sozinha na solidão,
    A esperar por alguém,
    Que nunca na vida me esperou.

    Olhando para o céu admirada,
    Fico encarando cada estrela nova que aparece,
    Enquanto alguém me esquece.

    Sozinha no escuro,
    Sem rumo,
    Sem voz,
    Tento gritar no caminho,
    Mais tudo que ouço,
    É minha rouquidão atroz,

    Triste e sozinha,
    Incapaz de acreditar,
    Que um dia ele irá voltar.


     
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