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  • Sem assas

    "Josielma Ramos"

    Sonhei que podia voar,
    No meu sonho,
    Eu olhava pela janela,
    Ficava a observar,
    Por onde iria voar.

    Tomei um impulso,
    Abri os braços e saltei,
    Cai...

    Não entendi,
    Eu podia voar,
    Mais não voava.

    Abri os braços,
    Tentei de novo,
    Do outro lado,
    Esperando-me,
    Estava ele.

    Cai de novo,
    Não entendi,
    Eu queria tanto com ele estar,
    Abri os braços,
    Uma vez mais.

    Novamente cai,
    Foi ai que entendi,
    Minhas assas haviam sido cortadas,
    E jamais saberia,
    Oque ele queria de mim.






    Louca

    "Josielma Ramos"

    No momento que mais precisei do teu colo,
    Abandonou-me,
    Fiquei perdida na escuridão dos teus olhos,
    Perdida no caminho da solidão.

    Tornei-me louca,
    Sem razão,
    Fugi pra longe de você.

    Mais tudo que consegui,
    Foi afastar-me mais de mim.

    Minha loucura,
    Afundou-me,
    Totalmente tola,
    E sem noção dos meus atos.

    Atirei-me ao precipício,
    Tentando voar pra longe de ti,
    Novamente fui tola,
    Pois voar,
    Eu não podia.

    Foi linda a vista,
    A última que vi,
    Seu rosto sorrindo,
    Para mim.

    Solidão

    "Josielma Ramos"

    Lá fora tudo é triste,
    Mais nisso há poesia,
    Escuto o barulho dos carros,
    Na noite escura,
    Em que estou sozinha.

    A noite é triste,
    Pois triste também é o vazio,
    Em que fico sem você.

    Desde que foi embora,
    Tudo é chato demais,
    Não como,
    Não bebo,
    Não respiro,
    Não vivo.

    Sem você,
    Tudo é vazio.

    Bobo amor


    "Josielma Ramos"

    Eu quero amar,
    Amar perdidamente,
    Feito uma louca,
    Amar como boba.

    Rindo a toa,
    Que seja um amor,
    Que doa,
    Que no meu coração,
    Cause estrago.

    Quero um amor,
    Que me faça chorar,
    Que me faça sorrir,
    Que seja todinho pra mim,

    Quero amar,
    Loucamente,
    Um amor imperfeito,
    Que seja perfeito,
    Ao me amar.

    Quero amar sem pensar,
    Correndo sem ligar,
    Se os outros irão olhar.
     

    Porque existo

    "Josielma Ramos"

    Quem é você neste mundo cruel?
    Saberá me dizer,
    Talvez seja mais um mal e pecador,
    Talvez mais um vivendo em meio ao horror.

    O ódio inflama em meu peito,
    Algo que não faz parte de mim,
    Tenho medo,
    Talvez jamais conheça nesse mundo,
    A senhora boa vontade.

    É um mundo triste,
    Com gente medíocre,
    A poluir-te a vida,
    A poluir-te a mente.

    Minha vida é poesia que escrevi,
    Os passos que fui dando,
    Pouco a pouco construindo.

    Minha vida,
    São pedacinhos de sonhos pra se montar,
    São sonhos que pra sempre quero levar,
    Minha vida é poesia.

    Quero que essa seja minha razão,
    Pra querer acordar de manhã,
    Que toda tristeza desapareça,
    Quando um poema eu ler,
    Que todo ódio suma,
    Quando um poema eu escrever.

    A poesia em mim

    "Josielma Ramos"

    Desnorteada,
    Sem rumo me vi,
    Longe de qualquer realidade,
    Por mim já vivida.
                              
    Trago em mim a tristeza de todos,
    Trago em meus ombros o pecado do mundo,
    Meu destino é duro e amargo.

    Choro por me desconhecer,
    Choro por não saber,
    O que vai me acontecer.

    Talvez eu seja aquela,
    Que foi amada por todos,
    Mais que jamais amou alguém.

    Levo uma vida poética,
    Não porque eu queira,
    Mais é que a poesia,
    Agora é parte de mim.

    Parte inteira,
    Dentro de mim,
    Não sei explicar,
    Apenas sinto,
    Como quem sente ser amado.

    Talvez eu me perca,
    Para finalmente me encontrar,
    Talvez enlouqueça,
    Tentando te amar.

    Misteriosa

    "Josielma Ramos"

    Ontem,
    Na noite,
    Bonita,
    Eu vi.

    Sem explicar,
    Implícito no olhar,
    Um mistério,
    No ar.

    Eras donzela,
    Escondida,
    Entre nuvens,
    A brincar.

    Ele,
    Vinha cansado,
    Da vida,
    Tão sem poesia,
    Tão sem inspiração.

    Ela,
    Divertia-se,
    Em teus longos,
    E negros,
    Cabelos,
    A sonhar.

    A lua,
    De prata,
    Banhava,
    Tua pele,
    E ela,
    Sonhava,
    Com beijos,
    Ardentes,
    Quentes,
    A lhe acariciar.

    O sol,
    Queimava,
    Tua pele,
    E ele,
    Sem ar,
    Sonhava,
    Desejos,
    Ardentes,
    Por entre panos,
    A lhe acariciar.

    Era anjo,
    Na chuva,
    Sonhando,
    Amar.

    Era anjo,
    Sonhando,
    Em sonhar.


    A dor e o amor


    "Josielma Ramos"

    O amor que antes não tinha,
    Agora arde em meu peito,
    São gotas de orvalho,
    A escorregar pelo meu rosto,
    Gotinha a gotinha.

    A dor é tamanha,
    Não sofre repreenda
    Uma catástrofe,
    De exageros completa,
    Ao meu peito adere.

    Difícil explicar,
    O tamanho da dor,
    Difícil explicar,
    De onde vem tanto amor.

    Eu falo sozinho,
    Eu fico sozinho,
    Talvez devesse,
    Encontrar meu ninho.

    Não sei como faço,
    Para essa dor esquecer,
    Te conheci,
    E agora só quero você.

    Me dê uma resposta,
    Resposta rápida,
    Que no meu peito inflama,
    Uma paixão urgente,

    Sozinha,
    A margem,
    Espero-te,
    Afogo-me,
    Sozinha.

    E assim fico,
    A pensar em ti,
    E assim fico aqui,
    A esperar por ti.

    ARTE


    "Quarto em Arles", de 1888" (Vincent Van Gogh)

    "Abapuru", de 1928" (Tarsila do Amaral)

    Arte e vida andam em sintonia, é poesia sem escrita, poesia pra ser vista.
    É romance, não dito,
    É olhar através do individuo, olhar através do infinito,
    Arte é o saber, é o escrever, o ver...
    O sabor, o amor, a cor.
    É poesia.

    "Josielma Ramos"

    Fuga


    "Josielma Ramos"

    Espero amanhecer,
    Para fugir de você,
    Não tenho forças pra ir longe,
    Pois cada rosto que olho,
    Vejo você me chamando.

    Não sei que tipo de pessoa me tornei,
    Cada passo que dou me afunda lentamente,
    Se tento correr é pior, e me afogo rapidamente.

    Me pergunto, porque me ama tanto,
    Não devia ser assim,
    Confesso que sou um projeto de coisas ruins.

    Cada tempo que passo fugindo,
    É um tempo perdido,
    Parece que fujo de você,
    Mais na verdade fujo de mim.

    Lembrança




    Este é um poema que escrevi inspirada no dia que conheci meu marido Joel, é o presente que darei a ele pelo nosso 3º aniversario de casamento e por 6 anos que nos conhecemos e que ele aguenta minhas manias e loucuras...TE AMO JOEL...

    "Josielma Ramos"

    O dia hoje, me é tão familiar,
    O sol brilha, como no dia que te conheci.

    Lembro do brilho em seus olhos,
    Lembro do oi seguido do beijo,
    Beijo roubado, que fez o mundo parar.

    Lembro de você me olhando de canto,
    Admirando o encanto, que você dizia ser eu sorrindo.

    Lembro de você me abraçar,
    E não querer me soltar,
    Os primeiros beijos,
    São sempre os melhores.

    Lembro do frio na barriga,
    E do medo que senti,
    _O que será de mim, se minha mãe descobrir?

    Lembro de ir pra casa,
    Com a roupa ainda molhada,
    Lembro de ter dormido sorrindo,
    E de ter sonhado contigo.

    Lembro do seu sorriso,
    Que me fez tão bem,
    Foi um dia feliz,
    O dia que te conheci.

    Era pra ser um poema.




    A raiva me invade,
    É uma raiva irritante,
    A raiva me consome,
    E não me deixa um instante de paz.

    Não que eu costume ser uma pessoa odiosa com todo mundo, é que ultimamente tem muita gente merecendo a minha raiva, eu poderia listar os campeões , fazer até uma lista dos  100 mais, ou por em ordem alfabética e premiar o primeiro lugar, sei lá, (pra quem não sabe isso é sarcasmo).
    Parece que nessa fase da minha vida, me tornei uma pessoa facilmente irritável, quando finalmente consegui tempo e vontade pra fazer tudo que gosto, mais a que preço? Sem tempo para os amigos que só me cobram presença, não dá pra ser tipo a mulher maravilha e salvar o dia de todos, sinto muito, a vida é injusta? Não é só pra você, nem todo mundo consegue o que quer, cresça, acostume-se, evolua, esse é o mundo, não o faz de conta que você tem na cabeça deste os 4 anos de idade, e não me faça parecer a bruxa má.
    Cansei dessa besteira, tudo é muito chato, chega passou, não dá pra viver remoendo o passado, ande pra frente, é o único caminho a seguir, senão você fica ai estagnado perdido no tempo, e o que acontece? Sua vida acaba e você arrasta todos ao seu redor, só uma pessoa muito idiota, pra não perceber o que faz. E olha que isso era pra ser só um poema.

    Dor

    "Josielma Ramos"

    Meu coração bate em descompasso,
    Tum, tum...Tum, tum...

    _Você ouve as mentiras que diz?
    Tenho medo de ouvir sequer mais uma palavra.

    Meu coração reclama de dor,
    Chora ferido, e não sara,
    Tum, tum... Tum, tum...

    Dor bandida que no peito palpita,
    Bate como martelo, e deixa feia a ferida.

    Dor serena, que no peito tem pena,
    Dói como um engasgo, de quem se afoga quando chora.

    Dor sentida que na alma lastima,
    Queima como ferro, e deixa uma dor ardida.

    Tum, tum...Tum, tum...

    E assim aos poucos vai morrendo,
    O som com a dor dessa paixão,
    E assim eu vou vivendo,
    Dividindo o coração.

    Tum...tum...

    O mal que te faço

    "Josielma Ramos"

    Não faço bem a você,
    Eu queria ficar,
    Mais já é tarde, e tenho que ir,
    Pra onde? Nem sei ainda,
    Talvez caminhar por ai,
    Não faço bem a você... 

    Tento te manter a salvo,
    Do perigo iminente que me tornei,
    Porque insiste tanto, que eu permaneça perto de você?
    Porque gosta de ser tratado assim?
    Não faço bem a você.

    Sou o mal disfarçado,
    Não um mal proposital,
    Sou mal sem ser,
    Te querendo bem,
    Mais só fazendo mal a você.

    Não faço bem a você,
    Me deixe ir,
    Agora é tarde demais,
    Já causei estrago demais, em sua vida,
    E só você não vê,
    Não faço bem a você.

    Não quero que sinta a dor de amor, que louca senti,
    Não faz bem a mim, e muito menos a você,
    Eu não te faço bem,
    Mais eu te quero bem.




    Crescer


    "Josielma Ramos"

    Em um instante, tudo se perdeu,
    Olhou nos meus olhos, e tudo compreendeu.

    Não sou mais a mesma de antes,
    Não sou mais aquela menina a correr.

    Sou agora mulher a caminhar,
    Por estradas difíceis de cruzar,
    Por caminhos invisíveis a meus olhos,
    Com sonhos a concretizar.

    Não posso voltar no tempo,
    E se pudesse, não sei se voltaria,
    Não dá mais para brincar.

    O jogo agora é outro, mais cruel e traiçoeiro,
    Um jogo que escola nenhuma me ensinou a jogar,
    Um jogo que a vida vai ensinando as regras, a cada passo meu,
    Um jogo que no final, nem sei se vou ganhar.

    As escolhas estou fazendo,
    Nem sempre são as melhores,
    Mais dia a dia vou tentando,
    A cada fase ir passando.

    Obstáculos vencidos,
    Sempre de queixo erguido,
    Sem medo de tentar,
    E nunca cansando de lutar.

    Adeus

    "Josielma Ramos"

    Quantos rios você chorou desde que parti?
    Quantos corações partiu desde que magoei o seu?
    Quantos poucos sorrisos deu, desde que viu pela ultima vez o meu?

    Você não sabe o que é a dor de ir embora,
    Não sabe o que é a dor de amar e ter que deixar,
    Não sabe a dor de um coração que parte o outro sem querer.

    O que me dói mais,
    É você não saber,
    Você sofre calado,
    Mais não sofre sozinho,
    Sua dor eu desconheço,
    Mais dela eu partilho.

    Não guarde mágoas no seu coração,
    Perdoe minha insensatez,
    Não faço por mal,
    Faço por querer bem a você.

    Não sei se um dia, me dará nova chance.
    Mais sigo meu caminho confiante,
    De que um dia nos veremos novamente,
    E então já seremos maduros o suficiente,
    Para tentar uma vez mais.

    4° Encontro de Poetas


    Neste domingo tivemos o 4° encontro de poetas parnaíbanos, que aconteceu na frente da igreja matriz no centro histórico, juntamente com o apoio do pessoal do tapete literário, foi um domingo mágico, cheio de alegria e poesia, o próximo encontro será no dia 7 de abril, os interresados em participar podem entrar em contato comigo através do meu e-mail: josielma_ramos@yahoo.com.br



    Tapete Literario, acontece todo domingo em frente a igreja Matriz de Santana de Parnaíba.


    Aqui estou ao lado do Seu Waldemar, um Poeta apaixonado.

    Todos aqueles que são apaixonados por poesia e literatura, são mais que bem vindos para participar...até mais.


     
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