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    "Josielma Ramos"

    Não sei se um dia serei capaz de perdoar,
    A dor que sinto me tira o ar,
    Não consigo respirar.

    Não voltarei atrás na minha decisão,
    O amor que te dei, você não soube cuidar,
    Morreu pouco a pouco o meu coração,
    Até que somente as cinzas restaram.

    gosto mais assim, de viver em exílio,
    Em um mundo que você não existe,
    Assim é mais fácil não me machucar.

    O tempo não cura a cicatriz que você deixou no meu coração,
    A ferida ainda está aberta,
    Essa dor não sai.

    Não quero mais ouvir,
    Cansei de suas desculpas,
    Seus motivos errados não importam mais,
    Quero ser livre,
    Quero voar.

    Sei que estou certa em querer trilhar meu caminho,
    Só me deixe caminhar sozinha.

    Sombras

    "Josielma Ramos"

    Já passei por muito,
    Em tão pouco tempo de vida,
    A dor que sinto,
    Essa não sei explicar.

    Sei que sou livre para escolher meu caminho,
    Mais porque não escolho?

    A dor pesa sobre mim,
    Não me deixa prosseguir,
    São erros de um passado que vivi,
    Não me deixam ter paz,
    O que resta de mim?

    Sou apenas sombra do passado que tive,
    Talvez realidade do futuro que terei, quem saberá dizer?
    Eu não... Apenas sigo confiante, com passos vacilantes,
    De que um dia serei eu mesma.

    Medo

    "Josielma Ramos"

    O medo que sinto...
    Não é o mesmo de antes,
    Não é o medo doente.

    O medo que sinto...
    Não é do vento lá fora,
    Não é do escuro do quarto,
    Nem dos fantasmas do meu passado.

    O medo que sinto...
    Não é de bicho do mato,
    Não é de bicho estranho,
    Não é um medo estranho.

    O medo que sinto...
    Não é de surra, de mãe ou de pai,
    Não é de chinelo, nem cinta,
    Não é medo de disciplina.

    O medo que sinto...
    Não é medo de me aventurar,
    Não é medo de voar,
    Não é medo de sair,
    Não é medo de cair.

    O medo que sinto...
    Cresce a cada instante,
    É um medo constante,
    É um medo dormente,
    E sendo constante é ausente.

    O medo que sinto...
    É o medo de estar aqui,
    É o medo de estar crescendo,
    É o medo de não poder fingir,
    É o medo de não querer fugir.

    ...O medo que sinto.

    Vazio

    "Josielma Ramos"

    Dias e dias,
    Derramo lágrimas e mais lágrimas.
    Lágrimas tristes de dor,
    Lágrimas de sofrimento e talvez amor.
    Lágrimas de desespero sem vida.

    Lágrimas e mais lágrimas,
    Que me fazem cair no sono e sonhar,
    Lágrimas que não preenchem esse vazio,
    Desmedido no meu coração.

    Pois esse vazio é sua medida perfeita,
    Então vem... Vem antes que me afogue,
    Em minhas lágrimas vazias.

    Descontrole

    "Josielma Ramos"

    Cada dia que passa,
    Fica mais difícil te esquecer,
    Fico louca sem você,
    Perco o controle dos meus atos,
    E não sei o que fazer.

    Talvez eu esteja morrendo aos poucos,
    Sem perceber, vou perdendo a respiração,
    Olhos tristes e cansados dessa solidão.

    Não te encontro em meus sonhos,
    Não te acho em meus caminhos,
    Nem em minhas lágrimas de amargura e dor.

    Fico infeliz sem você
    Preciso te ver...

     Talvez uma vez mais.

    Meu Lamento

    "Josielma Ramos"

    Balançam folhas de coqueiro,
    Pra lá...Pra cá,
    Pra lá...Pra cá.

    Balançam ao som do vento,
    Balançam no ritmo,
    No momento.

    As folhas de coqueiro,
    Só não levam meu lamento,
    Nem minhas dúvidas,
    Nem meu choro,
    E sofrimento.

    Balançam...só balançam,
    No silêncio,
    Seguindo o ritmo,
    Do meu batimento,

    Pra lá...Pra cá.

    Cansada

    "Josielma Ramos"

    Estou cansada,
    Olhando essa bela paisagem,
    Fico a pensar,
    Olhando esse lindo rio das Gerais...

    Estou cansada...
    ...Cansada,
    Dessa vida mesquinha,
    De água e pão,
    Dessa vida paralela,
    Sem oração.

    Dessa vida desanimada,
    Sem emoção.

    Estou cansada,
    De implorar perdão.

    Estou cansada...
    De chorar no chão,
    ...Cansada.

    Da humilhação,
    Da perdição,
    Do coração,
    Do desamor,
    Do amor,
    Estou cansada,
    Dessa vida de cão.

    Lágrimas Carmesim

    "Josielma Ramos"

    O som do piano,
    Não tem mais emoção,
    São notas vazias,
    Na escuridão.

    São lágrimas tristes,
    No rosto sem vida,
    Da jovem...
    Pálida e fria.

    Quem dera,
    Que tivesses o amor,
    Que tanto sonhava.

    Quem dera,
    Que tivesses a vida,
    Que tanto almejavas.

    Lágrimas de sangue,
    Brotam nos olhos mortos,
    Da bela jovem...
    Pálida e fria.

    Da estátua fria,
    Do rosto vazio,
    Do coração de pedra,
    Das mãos geladas.

    No vestido branco de neve,
    Manchado pelas puras lágrimas carmesim,
    De morte, jovem, bela e pura,
    Triste, fria, moça, doce e morta,
    Fria, moça, jovem.

    Ao som do piano,
    Que tristemente toca,
    Suas notas vazias e frias,
    Para a triste moça morta,
    A chorar carmesim.

    Falso Amor

    "Josielma Ramos"

    Sonhos se constroem,
    Decepções destroem,
    Amores se conquistam,
    Desprezo Também.

    Do mesmo modo, como é fácil se apaixonar,
    Também é fácil machucar.

    Não me prometa amor sincero,
    Com dedos cruzados nas costas,
    Não me despreze pra depois
    Vir bater na minha porta.

     Não segure a minha mão,
    Não me diga palavras bonitas,
    Palavras se perdem ao vento,
    A mão envelhece com o tempo.

    Não me jure amor eterno,
    Não me prometa o impossível,
    Não me dê às estrelas e a lua,
    Elas não são suas.

    Não me prometa o infinito,
    Nada é impossível?
    Então o infinito também pode acabar.

    Não me dê seu coração,
    Farei dele pedacinhos,
    Assim como se rasga fácil o papel,
    Para você aprender.
    A não brincar com o meu,
    Que um dia já foi seu.

    Não me prometa nada,
    Não quero mais ouvir,
    Suas palavras sujas,
    Cheias de hipocrisia,
    Palavras vazias.

    Não quero mais desperdiçar meu tempo,
    Amando o invisível. 

    Não quero mais perder meu tempo,
    Amando o impossível.

    Cidade Vazia

    "Josielma Ramos"

    Acordo e saio de casa com passos apressados,
    Sigo o caminho de sempre...
    Vejo os rostos de sempre...
    Os rostos de sempre...que não sorriem.
    Rostos tristes, raivosos, desconfiados...
    Rostos de sono, desvairados...

    Corro em meio a multidão,
    De rostos, sem rostos,
    Me sinto sozinha,
    Como em uma cidade vazia.

    Não conheço ninguêm,
    Não gosto de ninguêm,
    Não olho para ninguêm,
    Não que eu seja ruim,
    Mais é que aqueles rostos, não gostam de mim.

    São rostos vazios,
    Em uma cidade vazia,
    Mentes vazias...
    Corações vazios...
    Amores vazios...
    Em uma cidade vazia.

    Soneto da Dor

    "Josielma Ramos"

    Cada momento que em ti eu pensar
    Ouvirei uma música silenciosa
    Que em mim irá tocar
    E por ti esperarei ansiosa

    Não me contentarei com sua ilustração
    Há de fingir que me ama
    Há do meu coração
    sentirei uma chama

    E quando me procurar
    Quem sabe já estarei morta
    E em mim ficara a pensar

    E possa se lembrar do meu amor
    E por mim chora
    Quem sabe o amor, quem sabe a dor.

    Pobre Menino

    "Josielma Ramos"

    Foi no contorno,
    Foi no contorno,
    Dos lábios daquela morena
    Que o pobre menino sem graça,
    Ganhou assas.

    Foi no contorno,
    Foi no contorno,
    Do abraço daquela morena
    Que o pobre menino perdido,
    Achou seu caminho.

    Foi no contorno,
    Foi no contorno,
    Do amor daquela morena
    Que o pobre menino sem alma e sem coração
    Perdido na ilusão
    Se recuperou de sua decepção.

    Foi no contorno,
    Foi no contorno,
    Da contramão da ilusão
    Que o menino sem fé
    Morreu aos pés
    Daquela pobre morena.

    Soneto da Morte

    "Josielma Ramos"

    Os sonhos fogem se escondem
    Os olhos choram e alguns riem
    As pessoas? há as pessoas que andem
    E outros que orem

    Se pudessemos fugir!
    Queria andar!
    Poder fingir!
    Poder amar.

    Não sentir este vazio
    Ser feliz!
    Não sentir este frio

    Não quero ser infeliz
    E a ilusão não quero sentir
    Mais espero poder voltar, depois de ir.

    Espera

    "Josielma Ramos"

    Uma alma triste
    Vaga pelas ruas
    E esquinas desconhecidas
    passa por casas e muros
    Jamais vistos.

    É apenas um rascunho
    De uma vida que já passou

    Ainda está a procura
    De um amor que a espera,
    Sem saber onde encontra-lo

    Mais nem sabe
    Se ainda existe
    Um coração no peito
    Dessa alma triste.

    O Amor

    "Josielma Ramos"

    Oque é o amor?
    Senão uma poesia de palavras loucas
    Sem sentido.

    Aqueles que nunca amaram
    Não sabe oque é a dor
    De se perder um amor.

    E aqueles que muito amaram
    Não sabem oque é a inspiração
    De um poema de amor
    Cheio de dor.

    O amor é uma mistura
    de sentimentos, cheiros, sabores e emoções
    O amor é, tudo que sempre desejamos
    E além do que imaginamos.

    Encontro de Poetas Parnaíbanos





     3° encontro de poetas que aconteceu nesse sabádo(4 de fevereiro), foi absolutamente incrível, muitos poetas inspiradores e talentosos, novas caras e algumas já conhecidas, tivemos Poesia de qualidade acompanhada de música de qualidade, o evento é aberto a todos aqueles que amam poesia e todos aqueles que gostariam de mostrar seu trabalho.
    O próximo encontro vai acontecer no dia 4 de março na praça da matriz no centro de Santana de Parnaíba a partir das 2:00 da tarde...todos estão convidados a ver os Poetas declamando seus poemas ao ar livre.
    E se tiverem uma poesia guardada estão convidados a se apresentar também...

    Soneto da Distância

    "Josielma Ramos"

    De repente o barulho se calou
    E para o espanto de todos
    Ele a olhou
    Tais seus modos

    Um bruto insenssivel
    Mais apaixonante
    Um amor quase impossível
    Uma paixão errante

    Sozinha não estava mais
    E sua alma contente estava
    Mas... o que ele queria aliás?

    Ele a amava
    Mais distante ela ficou
    Meu Deus, o que fazer se ele se calou?

    Máquina Humana

    "Josielma Ramos"

    Será que existe em algum lugar um mundo melhor?
    Ou será só imaginação minha?
    Será que somos apenas tolos incrédulos e sem sonhos?
    Ou será que descobrimos que sonhar e perda de tempo?
    Será que viver a muito deixou de ser interresante?
    Ou será que já morremos e ainda não descobrimos?
    Perguntas?
    Respostas?
    Porque insistimos em complicar o que por si só já é bastante complicado?
    Porque perdemos tempo, nos desgastanto?
    Nem sei se somos gente!
    Talvez sejamos apenas pobres máquinas humanas, destinadas ao fracaso,
    Sem coração de sentimentos, e a boca cheia de palavras duras de ódio, sem amor pelo próximo,
    E sem amor próprio.
    Talvez seja melhor continuarmos a caminhar,
    Indo em frente, rumo a evolução,
    Da nossa destruição.

    Ponte

    "Josielma Ramos"

    Ainda é cedo para mim
    Lá fora a chuva caí
    Estou em meio ao desespero
    Não estou mais em mim.

    Meu medo de cruzar a ponte
    Cresce a cada instante
    Mais será que é da ponte
    Esse medo constante?

    Sinto frio, meus pés descalços  estão gelados
    E não tenho ninguêm para aquece-los
    A noite escura cai, mas mesmo assim
    Ainda é cedo pra mim.

    Fim

    "Josielma Ramos"

    Na solidão da noite _ nessas horas mortas
    Reina a paz e solidão
    Talvez numa nuvem de infinito
    Dormem apenas um coração aflito
    Talvez em algum fio de tear
    Dormem o fim e o destino
    De algum herói que em algum lugar
    Esteja a pelejar.

    Quem os vê não crê,
    Mais não podem negar
    E nem os incrêdulos deixam de acreditar

    Em um herói que por sua vida,
    Já cansou de lutar.


     
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