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  • 1º de Dezembro

    "Josielma Ramos"

    Dezembro chegou,
    Não está sendo um dia legal,
    Pois estou com tédio,
    Precisando levantar meu astral.

    Dezembro é um bom mês,
    Tem festa chegando,
    E nem é do natal que estou falando.

    Olho pro lado,
    E com o que me deparo,
    Lá fora a chuva cai.
    Nem sabia que dezembro era mês de chuva.

    Tá talvez eu sabia,
    Mais sou tão despercebida,
    Que nunca liguei,ou não me importava.

    A única coisa que me preocupa,
    É a chuva ,
    Que lá na praia, minha irmã vai tomar.

    Sobre Poemas e Poesias



    DEFINIÇÃO DE POESIA
    Poesia é a forma de expressão lingüística destinada a evocar sensações, impressões e emoções por meio da união de sons, ritmos e harmonias, utilizando-se vocábulos essencialmente metafóricos.
    A poesia surgiu intimamente ligada à música. As poesias dos aedos gregos e trovadores medievais promoviam a união entre a letra do poema e o som. Ao longo dos anos, este vínculo foi se intensificando, mas houve uma distinção técnica entre a música (que passou a ser escrita em pautas) e a poesia que preservou a rítmica natural, e passou a ser construída por meios gramaticais. Posteriormente, a poesia ganhou fundamentos e regras próprias.

    DIFERENÇAS ENTRE POEMA E POESIA
    Existe alguma divergência entre o que significa Poema e Poesia. Para efeito geral, considera-se que são sinônimos; mas para a definição acadêmica, Poesia é o gênero de composição poética e Poema é a obra deste gênero.
    Para que entendamos melhor, vejamos a definição de Poema segundo o eminente escritor, Assis Brasil:
    POEMA é o “objeto” poético, o texto onde a poesia se realiza, é uma forma, como o soneto que tem dois quartetos e dois tercetos, ou quatorze versos juntos, como é conhecido o soneto inglês.
    Um poema seria distinto de um texto ou estrofe. Quando essa nomenclatura definitiva é eliminada, passando um texto a ser apresentado em forma de linhas corridas, como usualmente se conhece a prosa, então se pode falar em poema-em-prosa, desde que tal texto (numa identificação sumária e mecânica) apresente um mundo mais “poético”, ou seja, mais expressivo, menos referente à realidade. A distinção se torna por vezes complexa. (…) a poesia pode estar presente quer no poema que é feito com certo número de versos, quer num texto em prosa, este adquirindo a qualidade poema-em-prosa“.
     POESIA, Assis Brasil define assim:
    “(…) uma manifestação cultural, criativa, expressiva do homem. Não se trata de um ‘estado emotivo’, do deslumbre de um pôr-do-sol ou de uma dor-de-cotovelo; é muito mais do que isso, é uma forma de conhecimento intuitivo, nunca podendo ser confundido o termo poesia com outro correlato: O poema”. 

    DEFINIÇÃO DE VERSO
    Verso é cada uma das linhas de um poema. É a unidade rítmica da composição poética. Existem três qualificações de verso: VERSO AGUDO; VERSO GRAVE e VERSO ESDRÚXULO.

    Verso Agudo 
    é o que termina em palavra oxítona ou em monossílabo tônico. Exemplos: trenó, luz.
    Verso Grave é o verso que termina em palavras paroxítonas. Exemplos: palavra, bonito, capote.
    Verso Exdrúxulo é o verso que termina em palavras proparoxítonas. Exemplos: lépido, insípido, súbito, apátrida.

    DEFINIÇÃO DE POEMETO
    POEMETO é um poema curto. De poemetos, temos belos exemplos, como sejam: O Melro e O Fiel, de Guerra Junqueira, e Juca Mulato, de Menotti Del Picchia.

    DEFINIÇÃO DE ELISÃO
    ELISÃO é a fusão de duas ou mais vogais no mesmo verso, formando uma sílaba só. Exemplo: Dei-te amor (4 sílabas) = Dei-tea-mor (3 sílabas poéticas).

    DEFINIÇÃO DE HIATO
    HIATO é o encontro de duas vogais, em sílabas diferentes. Nas frases em que ele ocorre, as vogais não se fundem quando da leitura do verso. Exemplo: Está a falar.

    O QUE É E COMO SE FAZ A CONTAGEM DAS SÍLABAS
    Na tradição de nossa língua, a contagem de sílabas no verso difere da contagem gramatical das palavras na frase.
    Enquanto nesta são consideradas todas as sílabas, no verso ela se processa como se fala, com a absorção de vogais pronunciadas. Em poesia não se contam:
    - A última sílaba do verso grave. Exemplo: Na palavra membrana, não se conta a sílaba na;
    - As duas últimas sílabas, no verso esdrúxulo. Exemplo: Na palavra prática, não se contam as sílabas ti-ca.

    DEFINIÇÃO DE RIMA
    Embora desconhecida na literatura antiga, a rima tornou-se – a partir do início da Idade Média – um elemento fundamental da lírica. Ela reforçava os aspectos sonoros e musicais dos versos, além de estabelecer algumas correspondências de sentido entre eles. A rima nasce de uma semelhança ou de uma igualdade de sons em dois ou mais versos: calor / amor; remédio / tédio; etc. Geralmente, ela se dá no final dos versos, de forma alternada (AB/AB), como nesta estrofe de um poema de Vinícius de Moraes:

    Distante o meu amor, se me afigura (A)
    O amor como um patético tormento (B)
    Pensar nele é morrer de desventura (A)
    Não pensar é matar meu pensamento. (B)

    As rimas também podem aparecer duas a duas (AA/BB/CC), sendo conhecidas como rimas emparelhadas. Existe também as que ocorrem entre o primeiro e o quarto versos, o segundo e o terceiro (AB/BA), recebendo o nome de rimas entrelaçadas. Há também uma rima interior, quando uma ou mais palavras que coincidem sonoramente estão no interior do verso. Veja-se este exemplo de Fernando Pessoa:
    E há nevoentos desencantos
    Dos encantos dos pensamentos
    Nos santos lentos dos recantos
    Dos bentos cantos dos conventos
    Prantos de intentos, lentos, tantos
    Que encantam os atentos ventos.

    Durante o século XVIII, os autores do Arcadismo, em nome dos antigos clássicos, combateram duramente a rima na poesia. Instituiu-se então o verso branco, onde as semelhanças ou identidades de fonemas não apareciam. No século seguinte, a rima ressurgiu com força, em especial nos autores do Romantismo e do Parnasianismo. Já no século XX, ela quase desapareceu diante do verso livre (sem rima e sem métrica), utilizado pela maioria dos poetas contemporâneos.

    Alma com dor


    "Josielma Ramos"

    Eu vejo,
    Com minha alma eu vejo tudo,
    Vejo a crueldade do mundo,
    Um mundo sem assistência.

    Vejo a inveja daqueles,
    Que tentam a vida eterna,
    E que discriminam a vida alheia.

    Eu vejo o que não quero ver,
    Vejo a dor e a morte nascer,
    Eu vejo a vida morrer.

    Eu era o sol




    "Josielma Ramos"

    Eu vou ser o sol entre a fresta ao amanhecer,
    Eu vou te acordar,
    Com meus beijos mornos de amor,
    Vou ser o equilibrio,
    Entre o bem e o mal que te atormenta,
    Vou ser a sua vontade e o seu orgulho,
    Vou te levar nas nuvens,
    Correr pelas poças de água da chuva,
    É eu sei...
    Eu achava que sabia como dançar na chuva,
    Eu pensei que sabia de tudo,
    Fomos tolos de pensar que nada poderia dar errado,
    Mais não tivemos tempo,
    De prever o que aconteceria,
    Não tivemos tempo,
    De dedicar o amor que mereciamos um ao outro,
    Em algum ponto do caminho paramos de caminhar juntos,
    As mãos dadas se desfizeram,
    E nem percebemos,
    Os caminhos não se cruzarão mais,
    A decisão foi tomada,
    Não por nós,
    Mais por alguem mais malvado...
    ...O tempo

    Acróstico: Maria Luz Minha.




    Poema em homenagem a minha mãe, a mulher a quem devo tudo que hoje sou...

    "Josielma Ramos"

    Meu consolo nas horas de desespero,
    Amor que levo no peito,
    Riso que alegra a minha vida,
    Iluminando o meu caminho,
    Amo você

    Elma, mulher maravilhosa,
    Luz minha,
    Mãe querida,
    Amor da minha vida.

    Existo?



    "Josielma Ramos"

    Estou no meio do caminho,
    E não posso voltar atrás,
    Tento seguir a estrada,
    Mais ela é longa demais,
    A dor é grande e bate em meu peito,
    Não sei se sou capaz de prosseguir,
    Olho e olho, nem tenho mais onde ir.

    O tempo passou,
    O que antes me assustava,
    Hoje já não me assusta mais,
    O que ontem eu temia,
    Hoje me fortalece mais,
    A dor que antes me abatia,
    Não passa de uma coisa incomoda e passageira.

    Desprezo tudo de lindo que me disse um dia,
    Eram palavras frias e vazias,
    Aliás o que queria de mim?

    Eu já não existo,
    E na angustia de não existir,
    Acabo fingindo existir,
    O que de mim já não sobra,
    Senão apenas a pele de minha existência,
    Fraca e continua como minha respiração,
    E o leve bater do meu coração.

    Logo eu não existo mais.

    Medo natural

    "Josielma Ramos"

    Todo mundo morre um dia,
    Todo mundo tem medo de morrer,
    E todo mundo tem medo de admitir esse medo.

    Todo mundo tem que morrer,
    É a lei natural da vida,
    Naquela para que morrer, basta estar vivo.

    Todo mundo quer ir pro céu,
    Mesmo que alguns não acreditem que ele exista,
    Mais se morrer, quer ir pro céu mesmo assim.

    Ninguém que ir pro inferno,
    As vezes nem acreditam em inferno,
    E juram que são bonzinhos,
    Só pra não irem pro inferno.

    Eu não tenho medo de morrer!
    Eu tenho medo de viver!
    Mais se eu morrer,
    Tenho medo de ir pro inferno.

    Breve tristeza fria



    "Josielma Ramos"

    Não sei o que está havendo comigo,
    Meus dias estão sombrios,
    Meus passos mais suaves,
    Meus sorrisos tão breves.

    Não sinto a alegria que minha alma tenta sentir,
    Não sinto harmonia na música que adoro escutar,
    Não sinto o doce sonhar,
    Só sinto o gosto amargo das lágrimas a rolar.

    Um véu escuro cobre meus olhos,
    Escondendo tudo que não quero enxergar,
    Um véu de pura covardia,
    Eu tento me encontrar.

    Só quero morrer feliz.

    Minha pequena aventura, Minha grande paixão

    Pois é galera, sei que esse blog respectivamente deveria ser só sobre poesia, e tudo que envolve esse mundo, e nesse post não quero sair disso, ontem eu fui no Bairro da Lapa lá em São Paulo, atrás de uma livraria Sebo, vou ter que confessar que a última vez que andei por lá eu tinha uns 16 anos, então claro que ontem eu me perdi na Lapa, sei que é um lugar pequeno, mais eu tenho esse talento pra me perder onde menos se espera, fato que graças a ter me perdido, encontrei uma banca de jornal, com muito livros usados, não resisti, comprei cinco livros, me arrependo de não ter comprado mais, estavam tão baratinhos paguei R$5,00 em dois e R$3,00 nos outros três livros.
    O caso dos dez negrinhos
    Sou muito fã de Agatha Christie, li quase todos os livros dela quando eu era adolescente, mais esse era o meu favorito, e eu o queria para mim, mais é tão difícil acha-lo, que quando o vi lá a venda por apenas cinco reais, eu olhei para o senhor idoso dono da banca e disse, esse é meu, ele riu.


    Sol das almas
    É uma obra da nossa Literatura Brasileira de Hermilo Borba Filho, nunca li esse, mais já tinha ouvido falar, então claro, esse veio parar na minha coleção, paguei apenas três reais por ele, com certeza valeu a pena.


    Mocidade morta
    Como o livro anterior esse ainda não li, é de Gonzaga Duque, mais estou super ansiosa pra o ler, este também custou apenas três reais...


    Assassinato no campo de golfe
    Mais uma incrível obra da minha tão querida Agatha Christie, li muitos de seus livros, mais são tantas obras maravilhosas que sempre alguma nos foge, esse ainda não havia lido, e o encontrei por apenas cinco reais...


    O Cão dos Basker-Villes
    Um livro de Conan Doyle que fala sobre uma das diversas aventuras de Sherlock Holmes, sempre fui fascinada pelo misterioso mundo desse detetive, mais confesso que só depois dos recentes filmes, fiquei curiosa para ler os livros, aliás os filmes nunca são fiéis aos meus tão amados livros.

    Então é isso galera, esses são meu novos bebês, em breve postarei mais relatos da minha procura atrás de mais raridades, e vou tentar descobrir o endereço da banca de jornal, pois como eu disse eu me perdi, nem sei se conseguirei voltar lá, mais vou tentar refazer os passos...até logo.

    A alma é uma floresta escura


    "Josielma Ramos"

    Olhando para a cidade tudo é cinza,
    Os prédios são cinza, as árvores são cinza,
    Pois não tem o mesmo verde, que o verde de uma árvore que cresce no campo.

    O asfalto de concreto parte o meu coração por ser tão cinza e duro,
    Como o amor que um dia alguém sentiu por mim,
    Desde que se foi nunca mais fui feliz,
    Desde quando se foi, eu dei adeus para mim, foi o meu fim.

    A noite cai, e as trevas vêm sobre mim,
    Pensamentos mesquinhos tomam conta da minha mente,
    Sinto-me perdida em um mar de corpos e rostos desfigurados,
    Sinto-me perdida em um mar de mentes sozinhas, mentes tardias, mentes vazias.

    Vazio que me absorve também,
    Vejo a dor que ele causa tão bem,
    Tento fugir, mais a perdição só me arrasta mais e mais.

    Minha pele é cinza,
    Assim como o meu coração,
    Meus cabelos são negros, e meus lábios são como rubis,
    Provocativos e fatais.

    Meus olhos são vazios,
    Um vazio profundo e encantador,
    Se uma árvore cai na floresta,
    É culpa da dor que me causou.

    Faíscas voam de meus dedos,
    Mais não atingem seu coração,
    Ele ainda bate, ao contrario do meu,
    Que já morreu.

    Dia de tédio frio

    "Josielma Ramos"

    Hoje o dia é estranho,
    O dia é frio,
    Chove lá fora,
    E chove aqui dentro.

    Mais a chuva daqui de dentro,
    É uma chuva que dói,
    São lágrimas de raiva e decepção.

    Raiva cansada,
    Pela inveja e corrupção,
    Intolerância e escravidão.

    Decepção cansada,
    Por alguém que muito me amou,
    E hoje em minha lembrança,
    Já se apagou.

    Hoje o dia é triste e frio,
    Não há música, nem melodia,
    Apenas o vazio do tédio,
    Dentro do prédio vazio.

    É um dia frio,
    Dia de rancor,
    Esqueço-me de tudo,
    E tento fugir dessa dor,

    Das mágoas e feridas,
    Que em mim alguém deixou,
    Abandonada a mercê dessa dor.

    Cicatriz


    "Josielma Ramos"

    Há uma cicatriz na cara de Santana de Parnaíba,
    Na cara de Santana de Parnaíba há uma cicatriz.

    Não sei quem a colocou lá,
    Nem quando começou,
    Mais há uma cicatriz na cara de Santana de Parnaíba.

    Não que deixe Parnaíba feia,
    Pois é um lugar incrível de olhar,
    Mais é que a cicatriz agora,
    Já é parte do rosto de Parnaíba.

    Há uma cicatriz na cara de Santana de Parnaíba,
    Uma cicatriz sem cura,
    Mais esperança ainda reina,
    De que um dia cicatrize.

    Mais enquanto a ferida não se fecha,
    Vou eu passando pela ponte,
    Encantada com o anoitecer,
    Encarando pela janela
    A cicatriz no coração Parnaibano.

    Sem Liberdade

    "Josielma Ramos"

    Cadê você?
    Tento enxergar em meio à névoa,
    Que se formam em frente meus olhos,
    Ela não encobre a dor no meu coração.

    Onde estará?
    Perdeu-se no meio do caminho?
    Ou encontrou outra estrada?
    Desistiu de mim.
    Ou foram suas escolhas que sempre estiveram erradas.

    Não me importo mais,
    Consigo soprar a névoa que distorce minha visão,
    Consigo soprar a poeira que encobre meus pés,
    Pés que nunca se moveram.

    Fiquei aqui por tanto tempo,
    Que me perco em datas,
    Não sei como começou,
    Quando,
    Ou porque,
    Mais sei por que teve fim.

    Não me pergunte mais nada,
    Cansei das de dar respostas,
    Você não as escuta,
    De que adianta,
    Não quero ter que passar por isso de novo.

    Quero ser livre,
    Mais não posso,                     
    Você cortou minhas assas.

    Terminal

    "Josielma Ramos"


    Abandonado, largado,
    Vejo um homem sujo, imundo,
    Sentado, encostado no banco desse terminal.

    Mão estendida,
    Boca faminta,
    Indiferença veemente,
    No rosto de toda gente.

    O que ele faz ali, sozinho?
    Quem o abandonou?
    Veio porque quis?
    Ou alguém o obrigou?

    Não sei mais o que esperar da humanidade,
    Que nos obriga pouco a pouco,
    A seguir um caminho sem volta.

    Sinto pena do homem sujo,
    Deitado no frio banco do terminal,
    Passo e olho, e todos que passam fazem o mesmo.

    Apenas olham...

    Porque não ajudo?
    Porque ninguém faz nada?
    Já nos acostumamos com essa situação,
    Por isso não nos esforçamos para muda-la.

    A culpa pode ser dele de estar naquela situação,
    Ou minha...
    Por fazer parte, de uma sociedade discriminatória.

    Mais claro que preferimos acreditar que o culpado seja ele,
    Mesmo que não seja,
    E na maior parte do tempo não é.

    Medo do Tempo


    "Josielma Ramos"

    Tornei-me fugitiva,
    Se eu olhar pra trás estou perdida,
    Tenho vivido assim,
    Em meio ao tempo,
    Sem tempo pra mim.

    Se eu olhar pra trás estou perdida,
    Ando com pressa,
    Correndo me escondendo,
    Pessoas passando,
    Os passos em minha cabeça vão ecoando,
    E os dias vão passando.

    Se eu olhar pra trás estou perdida,
    O medo crescendo,
    Minha vontade morrendo,
    Vou ficando aqui,
    Abandonada,
    Esperando o julgamento do destino.

    Se eu olhar pra trás estou perdida,
    E assim fico...
    Apenas fico...
    Deixo-me ficar,
    Sem nunca, jamais,
    Olhar para trás.

    Se eu olhar pra trás estou perdida.

    Encontro

    "Josielma Ramos"

    Cansada,
    Sozinha,
    Minha dor cresce dia-a-dia,
    Tristeza sem fim,
    Meu amor fugiu de mim.

    Onde estará meu lugar?
    Não sei!
    Onde encontra o lugar?
    Não sei!
    Alguém será meu lugar?

    No coração de alguém deve estar!
    Cansei de andar,
    Caída estou,
    Sentada no chão,
    Com a poeira,
    Cegando minha visão.

    Braços cruzados,
    Não aguento dar,
    Mais nenhum passo.

    Rosto descarnado,
    Da fome e depressão,
    Olhos cansados,
    Da angustia e solidão.

    Triste meu fim,
    No céu alguma luz,
    Ainda brilha para mim!
    Mais aqui na terra,
    Morreu,
    É o fim.

    Exposição Em Busca de Formas no CEMIC

    O Centro de Memória e Integração Cultural (CEMIC) Bertha Moraes Nérici – espaço mantido pela Prefeitura de Santana de Parnaíba, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, recebe, até dia 30 de agosto a exposição “Em busca de formas”, do artista parnaibano Pedro Qüem





    A exposição reúne um total de 36 obras, sendo 25 esculturas de madeira e 11 quadros a óleo sobre tela. Quem comparecer poderá conferir galhos usados como suporte de flores, madeiras esculpidas, representando personagens, como uma mulher da Tailândia, peixes e índios. Também estarão expostos entalhes de placas, de águia e de cavalo, conjunto de pequenos bancos, entre outros objetos.

    Esta é a segunda vez que o artista Pedro Qüem expõe suas peças no CEMIC. O gosto pela arte teve início quando o escultor tinha apenas 11 anos de idade, durante as aulas de Educação Artística, na escola da cidade. “Eu pegava algumas tábuas, desenhava, pintava e os professores elogiavam meu trabalho. E, assim, nasceu o prazer de esculpir e entalhar. Eu chamo este trabalho de busca de formas, que faz bem ao imaginário de cada observador”, disse o artista.

    O escultor também faz questão de enfatizar que não agride a natureza. “Eu gosto de deixar claro que não destruo florestas. Eu uso apenas sobras de madeiras, que, por certo, se tornariam sucatas”, completou.

    A exposição é gratuita e estará aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, e aos sábados e domingos, das 11h às 17h. O CEMIC está localizado ao Largo da Matriz, 49, no Centro Histórico. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4154-6251.

    Aqui eu com o escultor.

    o Escultor sentado em uma de suas obras.


    Encontro de Poetas de 18 de agosto de 2012

    O encontro de Poetas deste sábado foi maravilhoso, tivemos poucas pessoas mais ótimos poetas, com a presença do nosso novo amigo e escultor Pedro Qüem que declamou uma Poesia, e acompanhou nosso encontro,  aqui irei postar algumas fotos desse encontro maravilhoso e em breve espero poder postar os  Poemas de meus amigos Poetas para que vocês possam conhecer o trabalho de todos.
    Depois do sarau poético, fomos fazer uma visitinha na exposição...

    Aqui nossos maravilhosos Poetas.

    Novo Começo


    "Josielma Ramos"

    Você disse não me amar mais,
    O que posso fazer?
    Fizemos promessas,
    E hoje me pergunto o sentido disso,
    Promessas vazias,
    Cheias de duvidas.

    Você diz que devo seguir em frente,
    E tentar te esquecer,
    Mais a verdade é que mesmo estando com você,
    Eu já havia te esquecido a muito tempo.

    Não estou solitária, quando estou sozinha,
    É assim que sou e sempre vou ser,
    O dia em que fui embora foi o meu começo,
    O começo de mim,
    Solitária e enfim feliz.

    Chamas

    "Josielma Ramos"

    Mais um dia que passou,
    E tudo começa novamente,
    Do mesmo jeito,
    Com o mesmo começo,
    O mesmo ar,
    O mesmo mundo,
    Que não para de girar.

    Nada muda,
    O cheiro não muda,
    A cor não muda,
    Apenas desbota...

    É um dia sem brilho,
    É um dia sozinho,
    É um dia vazio.

    Sem sorrisos e abraços,
    Só de despedidas funestas,
    É um dia sombrio.

    Amizades se perdem,
    Amores se vão,
    Vidas se acabam.

    E tudo que vejo,
    São chamas na escuridão,
    De rostos frios sem cor,
    Sem vida...

    Rascunho


    "Josielma Ramos"

    São sempre nos dia frios,
    Que a angustia toma conta de mim,
    E é nesses dias que me esqueço de ser,
    Aquilo que nasci para ser.

    São sempre nos dias frios,
    Que a timidez toma conta de mim,
    Não olho para o lado,
    Com medo de ser vista,
    São sempre nesses dias.

    E nesses dias frios,
    Me esqueço de passar meu tempo a limpo,
    São nesses dias que viro rascunho,
    Rascunho de hipocrisia e humanidade,
    Rascunho de miséria e desigualdade.

    São nos dias frios,
    Que não sei oque é o amor,
    São nesses dias,
    Que brigo para estar quente e sozinha,
    Nos dias mais frios.

    Verdade


    "Josielma Ramos"

    Eu tenho um dom,
    Vejo a verdade do mundo,
    Estampada na cara,
    Daqueles que me querem bem.

    Vejo a vergonha de tudo,
    Estampada na cara,
    Dos que tentam me proteger.

    Proteger do mal do mundo,
    Da ganancia, das pessoas,
    Da ferida aberta,
    Na cara da humanidade.

    Mais eles,
    Não me protegem inteira,
    Porque proteção verdadeira,
    Não te cuida toda hora.

    Tenho medo de escuro,
    Mais eles não podem impedir,
    Que anoiteça, caindo assim,
    A escuridão que me amedronta.

    Aqueles que te amam,
    Vão te ferir,
    Vão deixar você se ferir,
    Vão fazer você se ferir,
    Não por te querer mal,
    Mais porque só assim,
    Vai descobrir o quanto,
    O mundo pode ser sujo e cruel,
    Arrancando assim, todo o véu,
    Que mascara o impuro infiel.

    Olhos de Abismo

    "Josielma Ramos"

    Olhos negros ou cor de âmbar?
    Olhos negros que refletem o luar,
    São por esses olhos que quero me apaixonar,
    São nesses olhos que quero me afogar.

    Afogar de delírio,
    De paixão absurda,
    De loucura.

    São olhos de abismo,
    Que amo me jogar,
    São olhos de suicídio,
    Que vem me acalentar.

    Olhos de suplicio,
    Destemidos,
    De fogo, a me queimar.

    Ah! Esses olhos da cor de âmbar.

    Ingênua


    "Josielma Ramos"

    Tens um ar tão encantador,
    Mais por poucas primaveras já passou,
    Com desejo no olhar,
    Ele fica a encarar,
    A jovem tão formosa,
    Que por ali esta a passar.

    Ela não passa sem brincar,
    Provoca com o olhar,
    A jovem formosa,
    Que apaixonada está.

    Beleza,
    Tão pura e ingênua,
    Jovem,
    Da pele cor do luar.

    Cabelos de prata,
    Caem por suas nuas costas,
    Ao se banhar na luz do dia.

    Ele fica ali,
    A espiar,
    Ela percebe sua presença,
    Mais não se deixa intimidar,
    Pois a jovem,
    Quer amar.

    Joel

    "Josielma Ramos"

    Existe uma pessoa, que vive em meus sonhos,
    Que me tira o ar, e sua presença me faz querer voar,
    Pessoa essa que torna meu mundo, um mundo de cor,
    E me tira toda dor, dor que sinto quando sozinha estou.


    Existe alguém, que me faz delirar, eu ando e ando,
    Sem a nenhum lugar chegar, mais fecho meus olhos,
    E encontro um caminho, caminho que só no escuro eu vejo,
    E quando os abro, é nos seus braços que estou,
    Assim eu chego ao lugar que mais desejo.

    Existe um herói, que minha vida salvou,
    Salvou de um mundo, escuro e vazio,
    Cheio de dor,
    Salvou da minha amargura,
    E se tornou meu grande amor.

    Existe um príncipe, corajoso e leal,
    Faz-me ter segurança, quando estou muito mal,
    Segura minha mão, e nada mais é igual,
    Sinto o seu toque, e me sinto especial,
    Ele é lindo e eu o amo, e no mundo não existe outro igual.

    Existe um homem, homem de verdade,
    E Deus o fez pra mim, é meu melhor amigo,
    Ensinou-me a ser feliz, me amou verdadeiramente,
    O nosso amor não terá fim, ele é minha alma gêmea,
    É único pra mim.

    Coração Errado


    (OBS: a garota dessa foto é minha irmã mais nova, Priscila Rodriguês, parte da minha vida, parte da minha inspiração)
    "Josielma Ramos"

    Cansei dessas promessas,
    De amor eterno,
    Cansei dessas promessas,
    De amor sincero.

    Você promete com dedos cruzados,
    Promessas vazias, cheias de mentiras.

    Não me faça promessas,
    Cuspo no seu amor sincero,
    Escarro no seu coração,
    Escarneço em minha solidão.


    Então me perco em pensamentos,
    De um passado que há muito tempo,
    Eu tento esquecer.

    Não deixarei mais,
    Meu coração tomar decisões,
    Ele não sabe o que é melhor pra ele,
    Quando ele decide,
    Só comete erros,
    E se machuca.

    Ele estupido demais,
    Para escolher,
    Quando ele decide,
    Ele se envergonha,
    E sente dor,

    Quando ele se decide,
    Ele chora.


    Loucura

    "Josielma Ramos"

    Todos chamam-me louca,
    Por falar sozinha,
    Com os meus sentimentos,
    Com o meu coração.

    Qual é a minha culpa?
    Porque me chamam louca?
    Por amar demais?

    Coitados dos loucos, que não conhecem a loucura de amar,
    É uma coisa boa, e muito louca.

    As loucas coisas,
    As loucas poucas,
    As loucas amantes,
    As loucas paixões,
    Somos todos loucos de amor,
    Somos todos loucos apaixonados.

    Felicidade Perdida

    "Josielma Ramos"

    Passei a vida inteira buscando,
    Tentando encontrar,
    Minha felicidade,
    Minha paz,
    Minha alegria,
    Meu riso.

    Passei a vida reclamando,
    Que nada era bom demais pra mim,
    Que ninguém me fazia sorrir,
    Que nunca seria feliz.

    Ate que algo encontrei,
    Uma felicidade de riso fácil,
    De alegria contida,
    Todo elogios,
    E simpatia estendida. 

    Alguém que me trouxe uma sensação de alegria,
    Da noite pro dia,
    Mais era uma alegria cheia de suspeita,
    Desconfiança e incertezas.

    Todo esse tempo pensando ser feliz,
    Parece que me enganei,
    Antes dele eu já era feliz,
    Só não sabia.

    Agora parto em busca daquela felicidade,
    Que pensei não ter,
    Mais acontece que ela se foi,
    Perdida por ai, e cansada de mim.

    O que me resta são as lagrimas tristes e arrependidas,
    De uma garota tola,
    Que não soube viver sua vida,
    Que não soube amar sua alegria.

    Fui, sou, serei...

    "Josielma Ramos"

    Sou uma nascida livre,
    Das dores do passado me libertei,
    Das angustias já vividas,
    Mais forte me tornei.

    Sou poeta,
    Em berço sem luxo nascida,
    Nas mãos da vida apanhei,
    Nas assas dos anjos fui salva,
    Redimida.

    Fui a culpada liberta,
    Dos pecados castigados,
    Livre de culpa e dor.

    Fui flor do jardim secreto,
    Entregue ao peito do amado,
    Com espinho a lhe rasgar a própria pele.

    Fui chuva, fui sol,
    Primavera,
    Já fui outono.

    Eu sou sem ser,
    Um alguém,
    Alguma coisa,
    Outro alguém,
    Talvez uma moça, talvez o riso.

    Que eu seja a alegria,
    Sorriso estampado no rosto,
    Que eu seja sua lagrima perdida,
    A perdurar a noite toda.

    Que eu seja a que perde,
    Pra ter um dia,
    Que eu seja a que ganhe,
    Pra ter mais uma noite.

    Que eu seja a que sofre,
    Pra te ter feliz,
    Que eu seja a que morre,
    Pra te ter enfim.

    Encontro de poetas desde Sabádo

    O encontro de ontem foi maravilhoso, tinha rostos já conhecidos, e rostos novos, todos grandes apreciadores de poesia, e alguns que acabaram se apaixonando por ela, o encontro aconteceu no Instituto SufrutoverdeusS no centro histórico de Santana de Parnaíba.
    Fotos que tirei do encontro de ontem:



    Aqui o seu Waldemar, o nosso simbolo do movimento poético.

    Aqui estou eu me preparando para ler um de meus poemas, eu li, "Misteriosa"


    O próximo encontro será no dia 12 de maio no Instituto SufrutoverdeuS, as 14:00 hrs no centro historico, e é aberto ao público, todos amantes de poesia, estão convidados para participar....

    Dia difícil

    "Josielma Ramos"

    Estou em um dia amargo,
    Tenho tido dias assim,
    Desde que descobri,
    Que não posso dar tudo de mim.

    Minha segurança está perdida,
    Não tenho onde me apoiar,
    Tento seguir meu caminho,
    Nem sei por onde começar.

    Perdida e sozinha,
    Tento encontrar meu lugar.

    É um dia estranho,
    Não faz sol,
    Não faz calor,
    É um dia frio,
    Tento escapar dessa dor.

    Me sinto incapaz,
    De sentir tanto amor,
    Talvez eu seja culpada,
    De toda essa dor.

    Quero acordar,
    Nos braços de quem me ama,

    Me sentir a mulher mais feliz do mundo,
    Não quero acordar e ver,
    Que tudo não passou de um sonho.

    Quero acordar e me sentir amada,
    Não quero acordar em um ninho vazio,
    Me sentindo humilhada,
    Olhando para o chão desolada,
    Indo em busca de uma cidade iluminada.

    Sonhos impossiveis


    "Josielma Ramos"

    É triste...
    Querer te dar o que mais deseja e não poder,
    Você diz que não importa,
    Mais eu sei o que você sente.

    Seu desejo é o meu,
    O seu sonho é o meu,
    Sentimos a mesma dor,
    Mais temos medo de falar,
    Me sinto vazia,
    Sozinha.

    Minha vida tornou-se escuridão,
    Escrava do meu medo,
    Não enxergo o futuro,
    Vai se desfazendo,
    Como areia entre os dedos.

    Não me odeie por pensar assim,
    Não me odeie pelo meu medo ou dor,
    Me odeie por não poder te dar,
    Aquilo que deseja,
    Eu não sou mais eu.

    O que irá me completar,
    Só se o sonho se realizar,
    Quem sabe um dia,
    Às vezes tenho dúvida,
    Às vezes medo,
    Dia a dia vai passando,
    E a dor aumentando.

    Ferida

    "Josielma Ramos"

    Oca e vazia...
    Sem vida.

    Essa sou eu,
    Vivendo a beira da loucura,
    Vivendo assim,
    Sozinha.

    Os meus sonhos te dei,
    Minha vida a você eu dei,
    Tudo aquilo que era meu,
    Agora é seu.

    E mesmo assim,
    Não é o bastante,
    E talvez nunca seja.

    Os meus sonhos morrem,
    Pouco a pouco se vão,
    Meus desejos morrendo,
    Assim como meu corpo,
    Meus olhos e minha vida.

    Talvez seja castigo,
    Por erros que cometi,
    Talvez seja castigo,
    Por coisas que falei.

    O destino é cruel,
    Não te revela o que há por vir,
    Fica sempre a espreita,
    Esperando você se ferir.

    Mágoas de poeta

    "Josielma Ramos"

    Gosto de escrever...

    Na verdade eu amo escrever,
    É um sentimento único e vivo,
    Mais não gosto de escrever qualquer coisa,
    Nem sobre qualquer coisa.

    Tenho um eu poético,
    Que habita um lugar isolado,
    Difícil de chegar.

    Um eu poético,
    Que odeia palavras falsas e vazias,
    Que odeia poesia fingida,
    Aquela poesia que demonstra a alegria que não se sente.

    O poeta pode fingir a dor,
    Mais não pode fingir a alegria,
    Não pode fingir um sorriso,
    Não pode fingir o amor.

    O poeta é o causador da dor,
    E da dor sofredor,
    Ele ama, chora, escreve e morre,
    Ele se acaba em mágoas.


     
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