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  • Aviso da lua que menstrua - Elisa Lucinda


    Segregação - Josielma Ramos


    Um poema sobre um poema

    "Josielma Ramos"
    Escrevi um poema para quem eu amo,
    A vontade de mostra-lo é imensa,
    Quero exibi-lo
    Esfregar na cara do mundo inteiro.



    Escrevi um poema para quem eu amo,
    Mas não farei nada do que disse acima,
    Sim é um lindo poema,
    Eu poderia dançar uma valsa com ele.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    Mas apesar desse poema ser lindo e precisar ser exibido,
    Ele já foi lido...
    Por aquele que amo.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E ele adorou aquele poema,
    Sendo assim, por mais que eu queira gritar que o amo,
    E queira exibir aquele poema, eu não o farei.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E não o farei pelo simples fato de que todo amor deve ser exaltado,
    Mas nem sempre exibido,
    Por que às vezes um amor exibido se torna um amor falido e fadado ao fracasso.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E esse poema foi lido,
    Foi aceito,
    E por ele achado perfeito.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E ao escrever eu pude nele transpor tudo que de mais lindo sinto,
    A imensidão desse precipício que é o amor,
    A tristeza que é a solidão.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    Logo eu, que julguei nunca mais ser capaz de amar outra pessoa,
    Logo eu que jamais pensei que alguém me amaria,
    Logo eu que era tão incrédula e sem fé no amor.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    E esse poema talvez um dia venha a tona,
    Mas por enquanto me conformo dele ter sido lido por quem eu amo,
    E isso me basta.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    É que as vezes alguns poemas não são feitos para expor,
    É que às vezes um poema escrito com amor é tão único que apenas uma pessoa mereça lê-lo,
    E outras, poucas, em raras ocasiões.

    Escrevi um poema para quem eu amo,
    É um daqueles poemas que te lembram uma relação,
    Que deve ser vivida a dois, sem intromissão,
    Um poema pra ser dividido assim como se divide seu coração.

    Escrevi um poema para quem eu amo.

    Vamos falar de amor...

    Hoje dia do poeta nada mais justo que falar de amor.
    Eu estava em um momento da minha vida pouco tempo atrás em que estava totalmente desacreditada nele, parece irônico uma poetisa dizer isso, pois nós criadores desse universo em palavras e versos somos os que mais acreditam no amor, em toda forma de amor e que sempre tem aquele pingo de esperança que tudo dá certo no final, mesmo que o caminho seja de sofrimento antes de se chegar ao grand'finale.
    Eu estava tão desacreditada nele que não deixava ninguém novo se aproximar tempo o suficiente perto de mim para deixar marcas ou lembranças na minha vida, eu não queria sofrer, eu não queria me abrir e muito menos dividir meu universo pessoal com ninguém, tanto tempo me senti indigna da atenção de quem eu tinha na minha vida, que quando me vi sozinha não queria ninguém que não fosse digno de estar comigo, agora era minha vez, eu tinha direito de ser um pouco egoísta naquele momento e não deixaria ninguém tirar de mim a minha nova alto estima.
    Mas a nossa vida dá muitas voltas, um poeta sempre se apaixona, um poeta sempre enlouquece de amor, ele se entrega mesmo não querendo assumir, e foi o que aconteceu comigo, existem pessoas que entram em nossas vidas únicas e exclusivamente para nos tornar pessoas melhores, para nos encher de alegria e nos fazer sorrir, pessoas assim nos proporcionam momentos de prazer que sem ela não seriam possíveis, você acorda pensando na pessoa, durante o dia sorri do nada porque algo te lembra a pessoa e a noite antes de dormir só consegue depois de dar boa noite a ela, seja onde ela estiver, do seu lado na cama, ou longe de você.
    Aquela pessoa que por um acaso do destino entrou na sua vida sem pedir e a qual você não consegue enxergar um futuro sem ela, aquela pessoa que nem sempre vai te falar o que você quer ouvir, mas sim o que precisa ouvir, que vai despertar em você aquela vontade de cuidar.
    Eu encontrei essa pessoa, e aquele amor em que eu estava tão desacreditada mostrou que ele sempre tem razão, o amor sempre manda na alma do poeta, ele pode fugir e se esconder, mas o amor sempre o encontra, e ele me encontrou.

    Estrela no ventre - Romildo Souza


    A luz que brilhava fortemente no céu,
    Se desfez! hoje habita em um ventre.

    Um ventre de uma deusa mulher.

    Aos poucos vai tomando sua forma,
    Vai recebendo o sopro da poesia,
    Vai saboreando as palavras.

    E então poetiza no mais doce silêncio.
    O silêncio que te faz ser divino(a).
    O silêncio do ventre de uma deusa mulher.

    Poema escrito pelo me amigo, poeta e ator, Romildo Souza.


     
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